sábado, 21 de novembro de 2009

INTRODUÇÃO AO MARKETING

Por: Raide Namuali

Apesar de encontrarmos suas “raízes” ao longo da historia da humanidade, na própria gênese do comércio, o marketing é um campo novo se comparado com os demais campos do saber.
O estudo do mercado surgiu da necessidade dos industriais em administrar a nova realidade oriunda da revolução industrial, que causou uma transformação de um mercado de vendedores para um mercado de compradores. Neste estágio o marketing ainda é inseparável da economia e da administração clássica, pois inicialmente sua preocupação era puramente de logística e produtividade, com o intuito de maximização de lucros. Essa época os consumidores não tinham qualquer poder de barganha e a concorrência era praticamente inexistente.
No Brasil após a abertura de mercado na década de 90, as empresas passaram a criar estratégias de prestação de serviços diferenciadas para atender consumidor que passou a ser exigente e mais consciente de seus direitos.
A globalização também contribuiu para que as organizações em geral criassem estratégias para manter e atrair clientes em potencial que pudessem contribuir para o crescimento da empresas. Segundo Kotler (2000), um profissional de marketing, é alguém que busca resposta de outra parte, denominada de cliente potencial (prospect), sendo assim, o marketing de relacionamento é uma estratégia a ser implantada para melhor adaptar as necessidades que os clientes buscam na prestação de serviços. O marketing de relacionamento busca criar caminhos para conquista e manutenção de clientes posicionando na mente do consumidor a sua prestação de serviço, fazendo com que o consumidor satisfaça suas necessidades, percebendo a eficácia no atendimento recebido. Segundo McKenna (1997), o que realmente importa é como os possíveis clientes e os já existentes vêem uma empresa, seja ela de qualquer segmento ou prestação de serviço em relação às concorrentes.
Segundo Marcos Cobra (2003) no Brasil até na década de 50 não havia ainda profissionais de Marketing. Os responsáveis por vendas faziam dos departamentos comerciais das empresas. Somente após a criação da EAESP da Fundação Getúlio Vargas, e com esforços de outras escolas também pioneiras, a Escola Superior de Propaganda, hoje ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing e Escola Superior de Negócios do Padre Sabóia, é que as funções de pesquisa de mercado e gerencia de produtos começam a ser valorizadas, deixando de ser apenas temas importantes nos currículos acadêmicos e ganhando status nas organizações industriais e comerciais.

1 CONCEITO DE MARKETING


Segundo Kotler (2003), marketing são atividades dirigidas para a satisfação das necessidades e desejos das pessoas, usando o meio de um processo de troca.

Considerando o marketing como o conjunto de atividades que se destinam a otimizar o lucro de uma empresa, assegurando a sua sobrevivência e expansão, o administrador de marketing deve ser uma pessoa com suficiente sensibilidade para captar as alterações que existem ou que se processam, ou que estejam em vias de se processar no mercado onde a empresa atua, em mercados onde poderia estar,ou internamente, com a finalidade de atingir aquele grande obletivo estratégico ou os objetivos táticos menores ( DUALIBI & SIMONSEN, 2000, p.12)

1.1 Precursores

Nos anos 40, os primeiros estudos sobre o marketing vieram com trbalhos como o de Welter Scott, sobre a aplicacão da psicologia na propaganda e o William J. Reilly sobre as leis de gravitacão do varejo. A questaão crucial era se as teorias de mercado podiam ou não se desenvolver. Autores como Roland Vaile e outros afirmam que nunca seria possível desenvolver uma teoria mercadológica genuina, pois consideravam esta extremamente subjetiva, quase uma forma de arte. Por outro lado Bartels e outros começavam a admitir que existia uma potencialidade para a teoria mergadológica se tornar uma ciencia. Em 1954 Peter Drucker lançou seu livro “ A Prática da Administacão”, o marketing é colocado como uma força poderosa a ser considerada pelos administradores.

1.2 Filosofias de administracão de marketing

Na maior parte das empresas, o marketing ocupava, há 50 anos, apenas um lugar modesto no organograma, o de um serviço comercial, composto por alguns vendedores e empregados e muitas vezes estava subordinado ao diretor de produção ou diretor administrativo, aos poucos essa função foi-se alargando progressivamente e colocada no mesmo plano das outras direções de produção, financeira e de recursos humanos.
Atualmente, pode-se ver a mesma empresa praticando diferentes filosofias de marketing ao redor do mundo e ver empresas usando filosofias diferentes do marketing em um mesmo mercado, orientação para produção, produto, venda, cliente e sociedade.

1.3 Marketing de serviços

Marketing de serviço pode ser definido como conjunto de atividades que objetivam a análise, o planejamento, a implantação e o controle de programas destinados a obter e servir a demanda por produtos e serviços, de forma adequada, atendendo desejos e necessidades dos consumidores e/ou usuários com satisfação, qualidade e lucratividade.
Definimos serviço como um ato ou desempenho essencialmente intangível que uma parte pode oferecer outra e que resulte posse de nenhum bem. Sua execução pode ou não estar ligado ao dinheiro. Exemplos: alugar um quarto no hotel, depositar dinheiro em um banco, cortar cabelo, viajar de avião, aconselhar-se com advogado-todas essas atividades envolvem a compra de um serviço. Os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente e pressupõe uma relação de contato direta entre empresas e o consumidor.
Os serviços possuem características que têm interesse para o marketing:
· Intangibilidade:serviços são ideias e conceitos (processo). Não são patenteáveis, o consumidor baseia-se na reputação.
· Percibidade: se não for usado, está perdido (cadeira em avião, quarto em hotel).
· Heterogenidade: varia de cliente para cliente. Atividade voltada para pessoas.
· Simultaneidade: criados e consumidos simultaneamente, não podem ser estocados.
· Participação do cliente no processo: atenção ao desenho das instalações e oportunidades de co-produção.
O mix de marketing utilizado em serviços é ampliado, conhecido como 7 ps. Além dos 4 ps tradicionais ( produto/serviço, preço, praça e promoção), se utilizam:
· People (pessoas): todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente na produção e consumo de um serviço são parte importante do marketing mix.
· Process (processo): os procedimentos, mecanismos e fluxo de atividades pelos quais um serviço é consumido são elementos essenciais da estratégia de marketing.
· Fhysical Evidence (evidências físicas): o ambiente no qual um serviço é prestado, assim como materiais impressos e outros itens físicos, podem tornar palpável a promessa que um serviço representa.
De uma forma figurativa, Fummersson (1987), refere-se a serviço como sendo algo que pode ser comprado e vendido, mas que você não consegue deixar cair sobre seu pé! Serviços são, essencialmente, intangíveis, embora possam estar associados a elementos tangíveis. Exemplos: decoração de um quarto de hotel, conforto de uma cama, higiene de restaurante e aparência dos atendentes de uma loja.

domingo, 17 de maio de 2009

O ADMINISTRADOR AUSENTE

Por: Raide Namuali
Administrador de empresas pela
Faculdade Campo Real

Palavra Chave: Ausente, Administrador


O ano 2008 foi marcado pela turbulência economica que denomino por "sismo" economico que abalou a sociedade. Lideres mundiais assim como a sociedade em geral, não perceberam como o ladrão entrou na casa e tirou quese tudo que foi construído desde a crise dos anos 30. Quem vive no Brasil dizia que os EUA é quem causou a crise, quem vive na Europa dizia a crise começou na America e por sua vez os EUA diziam que o sistema financeiro internacional é que estava em causa. Afinal quem causou e como causou a crise financeira. Não houve e nem haverá resposta, cada um de nós que faz parte desta sociedade tem um pouco de culpa.

A questão que coloco neste artigo mexe com todos. Ao longo do meu curso de administração de empresas, foi percebendo e aprendendo a teoria geral da administração, o administrador é que planeja, coordena, organiza e controla, somando essas e outras funções do profissional da administração chego a conclusão que algo está errado nas empresas no cenário atual. Afinal quem é o administrador da empresa, é o profissional ou o presidente leigo eleito. Quem pode ser presidente de uma empresa, profissional e leigo.

Aqui ha promiscuidade, provávelmente esta falta de clareza de quem é a responsabilidade de uma determinada atividade deixou a pergunta sem a devida resposta.
Não cabe a mim dizir, mas a sociedade precisa saber quem é o verdadeiro administrador de uma empresa. Quando alguém vai ao hospital sabe de que irá falar com o médico, quando vai no tribunal fica ciente de que irá enfrentar alguém que entende de direito ( Juiz, Promotor de justiça etc), e na empresa por quê não pode ser assim. O que se verifica em algumas organizações é o contrário, quem manda é o leigo ou pessoa formada em outras áreas do conhecimento "administrador ausente".
Frederick Winslow Taylor foi muito claro ao descrever:
1- desconhecimento por parte da gerencia.
2- falta de uniformidade.

A tecnologia evoluiu, mas a sociedade ainda ignora, a globalização pode se comparar com um ovo, qualquer queda pode causar desastre para toda sociedade. Antes da globalização, a administração de uma empresa, seja ela, pública ou privada, o risco de fatores externos era muito menor, hoje qualquer organização é vulnerável a esses fatores. A tecnologia da informação e comunicação revolucionou tudo, o administrador precisa atualizar-se por cada segundo, qualquer detalhe que passar despercebido pode ser uma fatalidade para a empresa. O administrador ausente ou leigo pode não estar preparado para lidar com esses detalhes, afinal quem é o administrador, profissional ou mandatário eleito pelos sócios.

O meu objetivo não é para julgar alguém, mas, alertar " dar a Cesar o que é de Cesar, de Deus o que é de Deus". O tempo do administrador figurado já passou, a globalização mudou tudo, se a empresa quer crescer deve seguir os caminhos certos, multiplicar dinheiro não é tarefa fácil, mas sim uma ação efetiva exercida com honestidade e conhecimento da causa. Pensar em administrar uma empresa com se fosse uma atividade tão simples neste mercado competitivo, é viajar sem destino certo.

No mês de Abril ultimo, realizei uma pesquesa que publiquei neste blog sobre o que os estudantes de administração de empresas achavam sobre o futuro da economia e as expectativas do G20 de Londres, 66% dizeram que estavam otimistas e que a crise poderia gerar muitas oportunidades. A pesquisa foi realizada em duas instituições de ensino superior UNICENTRO e Faculdade Campo Real, a primeira é uma pública e segunda privada.

sábado, 4 de abril de 2009

ALUNOS DE ADMINISTRACAO OTIMISTAS COM G20 DE LONDRES

Artigo de opinião

Futuros administradores são otimistas

Por: Raide Namuali

Estudante de administração
Faculdade Campo Real

Em plena crise financeira global, um inquest realizado no dia 01/04/2009 um dia antes da reunião do G20 que tinha lugar em 02/04/2009 na capital do Reino Unido (Londres), foram ouvidos os acadêmicos do curso de administração do 4º ano. O inquest foi realizado em duas instituições de ensino superior, UNICENTRO e Faculdade Campo Real, esta primeira é pública e a outra privada.
O público alvo do inquest eram alunos do 4º ano do curso de administração de empresas, com objetivo de perceber o nível de otimismo dos futuros administradores e suas expectativas sobre o tema crise financeira mundial a ser debatido no G20 de Londres.
Cada aluno podia escolher uma opção segundo a sua opinião “ótima, boa, ruim”. Mesmo conscientes com a turbulência financeira que o mundo hoje está vivendo estes futuros profissionais que até 2010 estarão disponíveis no mercado de trabalho, acreditam que o G20 trará uma boa esperança a sociedade assim como ao mercado financeiro. Uma coisa muito curiosa é que o administrador é aquele que tem a função de planejar, organizar, coordenar e controlar veja as futuras e futuros chefes das empresas o que responderam ao inquest: 66% têm boa expectativa das resoluções do G20, 21% estão otimistas com a reunião dos paises mais ricos e emergentes e 13% acham que o G20 de Londres trará uma esperança ruim para a sociedade. O inquest ouviu 77 alunos de ambas as instituições de ensino superior, UNICENTRO e Faculdade Campo Real.
Até ao final do dia 02/04/2009 da quinta-feira mais esperada sobre a solução da crise mundial que faz recordar as cicatrizes do século XX, a crise nos anos 1930, os lideres do G20 de Londres mostraram que agora é tempo de unir as forças e dizer não a crise.
Um dos grandes avanços do G20 de Londres é imposição de sanções a paraísos fiscais, Rodada Doha de liberalização do comercio mundial e o protecionismo. Pelo menos até aqui o futuro boss pode considerar um passo importante.
Vale lembrar os pontos que foram propostos pelos responsáveis por 90% da produção econômica e 80% do comércio mundial:

Desacordo sobre os remédios para a recessão mundial, o reforço da regularização do setor financeiro, a luta contra os paraísos fiscais, a remuneração dos banqueiros, o aumento dos fundos do FMI para ajudar os paises mais frágeis, a rejeição aos reflexos protecionistas e a questão dos câmbios.

Esta a ultima questão não aparecia oficialmente na agenda, mas a China e a Rússia estavam interessados em contestar a hegemonia do dólar, mas os lideres evitaram estressar o líder americano Barack Obama já que ele está sendo camarada de todos e para todos convidando os excluídos à mesa da ceia.
O G20 anunciou um investimento de US$ 1.1 trilhão para, encurtar a recessão, deste montante US$ 750 bilhões deve ser destinado ao FMI e, US$ 250 bilhões para impulsionar o comércio global US$ 100 bilhões para ajudar especialmente os paises mais pobres afetados pela turbulência econômica.
Mas, o que esperar a curto prazo do G20, o anfitrião do encontro Gordon Brown, deixou muito claro ao encerrar a reunião não há “ consertos rápidos” para enfrentar a crise, mas as promessas anunciadas pelos paises do G20 poderão encurtar a recessão e salvar empregos.
Vamos fazer um giro pelo mundo das expectativas sobre as resoluções do G20 de Londres:

Na Ásia:

Este continente é o mais habitado do planeta, mas a pobreza também é visível. A China pode não comemorar a decisão de imposição de sanções a paraísos ficais já que o seu slogan é vem produzir na China “nós somos os mais baratos do mundo”, mas a Índia não se incomoda com a decisão, orgulha-se de ser o país que atualmente forma mais administradores no mundo e mão de obra bem qualificada.

E a África:

Este continente cresce a passos de camaleão, falta de dinheiro, tecnologia, o terceiro continente maior de extensão com pouco mais de 650 milhões de habitantes, pode ser o melhor destino para os investidores do século XXI, uma revista de negócios intelligent business publicado na África do Sul em colaboração com o Banco Mundial, revelou no mês passado (março) que este continente é responsável por 75% de retorno de investimentos globais.
Este continente também sofre de preconceito da mídia internacional, o que a mídia traz na praça deste povo é o HIV SIDA, ou seja, Adis e conflitos, coisa para refletir conflitos para um povo que pouco entende de arma de fogo, algo está errado. Neste continente tem terras férteis para se trabalhar e ganhar dinheiro como acontece em qualquer parte do mundo.

América latina e o G20:

Com o rompimento do protecionismo e a Rodada de Doha, sem dúvida o Brasil vai ganhar muito espaço no mercado externo, motivo de sobra para comemorar. Foram anos e meses em que o Brasil se opunha sobre a Rodada de Doha que dava restrição de acesso ao mercado global, sobretudo aos paises emergentes. Na América Latina o Brasil exerce um papel importante para a comunidade internacional, apesar de a mídia internacional colocar esta região com olhar de bastão de narcotráfico de drogas da Colômbia.

Oriente médio:

Para os escribas a crise financeira faz pouca diferença, este povo nasce com a consciência de pensar o amanhã, eles são os donos do capitalismo. Com essa gente os plebeus sofrem de preconceito, aqui o businessman ou businesswoman são os mais respeitados na sociedade. De cada US$ 100 dólares do lucro obtido 60% vão para a poupança, gastar o que não tem aqui não funciona o verdadeiro macroeconômico. Também esta sociedade é formada de gente inteligente não puxam saco dos ocidentais falam o que pensam, na região da faixa de Gaza, Israel, Palestina as terras não são férteis, mas a agricultura daqui é uma das mais cobiçada do mundo são os verdadeiros transformadores de água em vinho.







sábado, 28 de março de 2009

VOCE SABE NEGOCIAR

CONCEITOS BÁSICOS

Negociação é o processo de buscar aceitação de idéias, propósitos ou interesses visando ao melhor resultado possível, de tal modo que as partes envolvidas terminem a negociação consciente de que foram ouvidas, tiveram oportunidades de apresentar toda a sua argumentação e que o produto final seja maior que a soma das contribuições individuais.
O que é importante observar nesta definição é que ela envolve alguns conceitos extremamente significativos para o executivo, quais sejam os do processo, consenso e sinergia, e que também no processo de negociação se fazem necessárias habilidades em tomada de decisão, comunicação, motivação, administração de conflitos e de reunião. Isto nos indica que o treinamento em negociação, além de extremamente necessário, se constitui numa maneira pela qual as habilidades básicas de um administrador podem ser consolidadas, bem como acrescentados novos pontos de vista sobre elas. Senão vejamos.
Negociação, sendo um processo, ocorre no tempo, em relação ao qual temos que considerar suas três dimensões básicas: futuro, presente e passado, que correspondem a três momentos do processo administrativo, quais sejam, planejamento, execução e controle. A idéia de processo é fundamental e, embora seja muitas vezes aceita como tal em termos teóricos, não o é em termos práticos, ou seja, comportamentais. E se os conhecimentos teóricos não forem transformados em prática, constituindo a unidade teórica-prática, eles de nada servirão, criando apenas a ilusão do falso conhecimento.
Ouvir, dando oportunidade à outra parte de manifestar todos os seus argumentos. Falar e ser entendido podendo usar para isto de todos os recursos legítimos ao seu alcance. Poder conviver com a solução encontrada, pois ela não contraria os valores das partes. Isto é consenso. O consenso em si não importa, obrigatoriamente, na escolha da melhor solução, uma vez que o básico para que ele exista seja a ocorrência das três condições anteriormente mencionadas. Mas é justamente aí que entra o conceito de sinergia, ou seja, de que o produto final seja maior que a soma das partes. Assim sendo, temos o consenso em sinergia. É sempre oportuno lembrar que a busca da sinergia, justamente com a de eficácia, deve ser uma preocupação de todo executivo, gerente.
Os obstáculos a cingiam costumam ser de três ordens. A primeira ordem de obstáculos está relacionada com falhas no processo de realização da tarefa. A mais comum delas é simplesmente negar a necessidade de uma definição clara deste processo e proceder-se, aleatoriamente, num ensaio e erro desordenado. A segunda ordem de obstáculos está relacionada ao processo comportamental. Existem, basicamente, nas situações de relacionamento interpessoal, três tipos de comportamentos, quais sejam: os voltados para manutenção, para a tarefa e para o eu. O primeiro é importante para a continuidade do relacionamento. O segundo para que a tarefa seja efetivamente realizada. Já os comportamentos voltados para o eu são comportamentos destrutivos, que denotam uma preocupação muito maior mesmo do que com a realização de uma atividade que possa trazer benefícios comuns. São comportamentos do tipo perde/ganha. A terceira ordem de obstáculos à sinergia está vinculada ás percepções, atitudes e, sobretudo aos valores dos participantes e conseqüentemente, às suas filosofias existentes. Estes aspectos são dos mais relevantes e têm merecido, ultimamente, uma considerável dose de atenção dos estudiosos e praticantes de administração, cabendo citar entre eles W. Ouchi, Peter e Waterman.
O processo de negociação é também muito semelhante ao processo de tomadas de decisão. Em certo sentido, pode-se dizer que a negociação não é nada mais do que uma tomada de decisão. Cabe sempre lembrar que, dentro da concepção sistêmica de organização, o processo de tomada de decisão, justamente com o de comunicação, é um dos processos básicos para a integração das partes do sistema. Tomada de decisão, assim como negociação, importa num diagnóstico da situação atual, na formulação de objetivos, no estabelecimento de alternativas e de critérios para a decepção, bem como no planejamento, implantação e controle da decisão tomada.
E a comunicação? Sem comunicação não há negociação, como igualmente não há administração. Comunicação é o processo pelo qual uma idéia é transmitida de uma fonte para um receptor, com a intenção de modificar seu comportamento. Importa na compreensão do relacionamento símbolo-significado, bem como no processo de “feedback”, seja ele positivo ou negativo. A esse respeito, é sempre oportuno lembrar que Blanchard e Johnson, em o “Gerente Minuto”, tratam basicamente de três pontos. Formulação de objetivos, “feedback” positivo e “feedback” negativo.
Qual será a motivação do outro negociador? A esse respeito, podemos nos socorrer das teorias do conteúdo de Maslow e Alderfer, bem como das de processo de Vroom e Adams, que nos mostram não apenas a natureza das necessidades humanas básicas, mas igualmente os processos que ocorrem na busca da satisfação das mesmas.
Desde que haja idéias divergentes, há conflito. A questão não está no conflito em si mesmo, mas no nível em que o conflito se encontra. Os conflitos podem ser positivos e fontes de criatividade e renovação, se forem bem trabalhadas e os impasses superados.
O desenvolvimento da habilidade de negociação pressupõe a abordagem de pelo menos três áreas:
Habilidades de relacionamento (interpessoal) (A) pode ser entendido como a utilização de uma metodologia que permite ao negociador durante o processo de negociação:

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

CONHEÇA AS FUNÇÕES DA OMC

Funções da OMC

A OMC entrou em funcionamento em 1º. de Janeiro de 1995. Suas funções são: gerenciar os acordos que compõem o sistema multilateral de comércio[4] , servir de fórum para comércio internacional (firmar acordos internacionais), supervisionar a adoção dos acordos e implementação destes acordos pelos membros da organização(verificar as políticas comerciais nacionais).
Outra função muito importante na OMC é o Sistema de resolução de Controvérsias da OMC [5], o que a destaca entre outras instituições internacionais. Este mecanismo foi criado para solucionar os conflitos gerados pela aplicação dos acordos sobre o comércio internacional entre os membros da OMC. As negociações na OMC são feitas em Rodadas, hoje, ocorre a Rodada de Doha (Agenda de Desenvolvimento de Doha - Doha Development Agenda) iniciada em 2001.
Além disso, a OMC realiza Conferências Ministeriais a cada dois anos. Existe um Conselho Geral que implementa as decisões alcançadas na Conferência e é responsável pela administração diária. A Conferência Ministerial escolhe um diretor geral com o mandato de quatro anos, atualmente o Diretor geral é Pascal Lamy, que tomou posse em 1 de Setembro de 2005.

NOSSA ECONOMIA/ O QUE TEMOS DE MELHOR?

Economia de Moçambique

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cerca de 45% do território moçambicano tem potencial para agricultura, porém 80% dela é de subsistência. Há extração de madeira das florestas nativas. A reconstrução da economia (após o fim da guerra civil em 1992, e das enchentes de 2000) é dificultada pela existência de minas terrestres não desativadas. O Produto interno bruto de Moçambique foi de US$ 3,6 bilhões em 2001. O país é membro da União Africana.
Principais produtos agrícolas (dados de 1997)
algodão
cana-de-açúcar
castanha de caju
copra (polpa do coco)
mandioca.
Pecuária (dados de 1996)
bovinos (1,3 milhões)
suínos (175 mil)
ovinos (122 mil)
A pesca é reduzida - 30,2 mil t em 1996.
Minérios: carvão, sal, grafite, bauxita, ouro pedras preciosas e semipreciosas. Possui também reservas de gás natural e mármore.
Indústria: alimentos; têxtil; vestuário; tabaco; química; bebidas (cerveja).
O país tem um grande potencial turístico, destacando-se as zonas propícias ao mergulho nos seus mais de 2 mil km de litoral, e os parques e reservas de animais no interior do país. Para atrair investimentos estrangeiros, criou o Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN), junto ao porto daquela cidade, com acesso rodoviário, suprimento de energia elétrica, e com ligação por ferrovia até o vizinho Malaui.

RECORDAR É VIVER/NOSSA HISTÓRIA

A história de Moçambique encontra-se documentada pelo menos a partir do século X, quando um estudioso viajante árabe, Al-Masudi, descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os "Zanj" da "Bilad as Sofala", que incluía grande parte da costa norte e centro do atual Moçambique.
No entanto, vários achados arqueológicos permitem caracterizar a "pré-história" do país (antes da escrita). Provavelmente o evento mais importante dessa pré-história seja a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas introduziram a metalurgia do ferro, entre os séculos I e IV.
Entre os séculos X e XIX existiram no território que atualmente é Moçambique vários estados bantus, o mais conhecido foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).
A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI, só em 1885 — com a partilha de África pelas potências europeias durante a Conferência de Berlim — se transformou numa ocupação militar, com a submissão total dos estados ali existentes, levando, no início do século XX, a uma verdadeira administração colonial.

Vista panorâmica da cidade de Maputo.
Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975, na sequência da Revolução dos Cravos, a seguir à qual o governo português assinou com a Frelimo os Acordos de Lusaka. Após a independência, com a denominação de República Popular de Moçambique, foi instituído no país um regime socialista de partido único, cuja base de sustentação política e económica se viria a degradar progressivamente até à abertura feita nos anos de 1986-1987, quando foram assinados acordos com o Banco Mundial e FMI. A abertura do regime foi ditada pela crise económica em que o país se encontrava, pelo desencanto popular com as políticas de cunho socialista e pelas consequências insuportáveis da guerra civil que o país atravessou entre 1976 e 1992.
Na sequência do Acordo Geral de Paz, assinado entre os presidentes de Moçambique e da Renamo, o país assumiu o pluripartidarismo, tendo tido as primeiras eleições com a participação de vários partidos em 1994.
Para além de membro da ONU, da União Africana e da Commonwealth, Moçambique é igualmente membro fundador da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) e, desde 1996, da Organização da Conferência Islâmica.