segunda-feira, 24 de novembro de 2008

OS RECURSOS DE UMA EMPRESA

Vantagem competitiva: gestão de recursos, habilidades e competências

Os Recursos de uma empresa

Os recursos de uma empresa podem ser definidos como todos os ativos,
capacidades, processos organizacionais, atributos empresariais, informações e
conhecimentos controlados pela empresa para conceber e implementar estratégias que aperfeiçoem sua eficiência e eficácia.

Neste contexto entende-se por recursos, os ativos tangíveis e os intangíveis que são vinculados de forma semi-permanente à empresa.

Os recursos tangíveis podem ser assim desmembrados em: recursos financeiros, recursos organizacionais, recursos físicos e recursos tecnológicos. O valor de muitos recursos tangíveis pode ser visualizado em um demonstrativo financeiro, mas os intangíveis não.

Por isso os demonstrativos financeiros não refletem a realidade total de uma empresa. Os recursos são fontes das capacidades da empresa, que por sua vez, são fonte das competências essenciais da empresa, sobre as quais as vantagens competitivas são calcadas.

Os recursos intangíveis são:
o conhecimento, a confiança existente entre gerentes e funcionários,
as idéias, a capacidade de inovação, as capacidades gerenciais e científicas, a
reputação das empresas em relação aos seus bens e serviços, entre outros.

E são classificados da seguinte forma:
recursos humanos que compreende conhecimentos, confiança, capacidade gerencial, rotinas de organização, etc.,

Recursos de inovação que são as idéias, a capacidade de inovação e a capacidade científica, e ainda os
Recursos de reputação que são a confiabilidade junto aos clientes, nome da marca,
percepção de qualidade, durabilidade e confiabilidade do produto, reputação junto
aos fornecedores, interações e relações de eficiência, eficácia, suporte e benefício recíproco.

Um aspecto crucial para a análise da competitividade é a possibilidade de
transferir recursos. Neste sentido, o recurso será mais valorizado quanto menor seja a possibilidade de adquiri-lo no mercado, garantindo à organização uma vantagem estratégica. Através da análise interna, uma empresa identifica seus recursos, capacidades e competências essenciais e, ainda, determina que ações poderão ser tomadas, ou seja, quais estratégias serão formuladas para se chegar ao objetivo determinado. Vale ressaltar que um recurso isolado não consegue gerar vantagem competitiva, para isso é necessário combinar diversos recursos disponíveis na organização.

CAPACIDADES

As combinações dos recursos tangíveis e intangíveis resultam nas capacidades, que são as habilidades que a empresa tem de organizar os recursos para se chegar a uma proposição desejada. Sabendo utilizar as capacidades, a empresa pode conseguir uma vantagem competitiva sustentável. A habilidade implica saber como fazer, ou seja, envolve a capacidade prática, física e mental e é adquirida, principalmente, através do treinamento e da experiência adquirida.

O desenvolvimento de habilidades está fortemente relacionado à experiência. A experiência é uma forma de aquisição dos conhecimentos, principalmente tácitos, oriundos das vivências pessoais. Como as capacidades estão enraizadas em processos organizacionais que englobam muitas pessoas e podem conectar diversas empresas, elas estão menos sujeitas que outros tipos de ativos a impedimentos. Porém há muitos desafios que precisam ser enfrentados para fazer desta capacidade uma realidade, a superioridade competitiva de uma capacidade precisa ser demonstrável, ou seja, ser viável sua comprovação através de um teste objetivo; E as empresas que buscam desenvolver capacidades superiores como base para vantagens competitivas sustentáveis devem evitar desprezar tendências e similaridades.

As capacidades, conforme Mintzberg (2006 apud RAMOS, 2007), baseiam-se
no conhecimento organizacional, no que as organizações fazem. As atividades que uma determinada organização pode desempenhar, de acordo com possíveis proficiências é o que pode caracterizar suas capacidades, ou seja, são as atividades que a empresa executa com excelência que a diferencia e a deixa com vantagem frente aos seus concorrentes, atribuindo valor aos seus bens e serviços por um longo período.
É importante ressaltar que nem sempre os recursos e capacidades de uma
empresa são bens estratégicos. Alguns recursos podem ser o ponto fraco de uma empresa. Como por exemplo, a falta de recursos financeiros para investir em capital humano capacitado ou em equipamentos; Dessa forma a empresa não terá vantagem competitiva, nem desenvolverá uma competência essencial nessa área.

Nessa situação, o recurso financeiro que é um bem tangível, é um ponto fraco da empresa.

COMPETÊNCIAS

A competência é a inteligência prática para situações que se apóiam sobre os conhecimentos adquiridos e os transformam com tanto mais força, quanto mais aumenta a complexidade das situações. De modo geral, as competências “baseiam-se no desenvolvimento, transporte e intercâmbio de informações e conhecimentos através do capital humano da empresa” (HITT; IRELAND e HOSRISSON, 2002).

Na administração a preocupação das organizações em contar com indivíduos
preparados para o desempenho eficiente de determinada função não é recente.
Taylor (1970) já alertava para a necessidade das empresas contarem com homens eficientes, ressaltando que a procura pelos competentes excedia à oferta. À época, baseadas no princípio taylorista de seleção e treinamento do trabalhador, as empresas procuravam aperfeiçoar em seus empregados as habilidades necessárias para o exercício de atividades específicas, restringindo-se às questões técnicas relacionadas ao trabalho. Em decorrência de pressões sociais e do aumento da complexidade das relações de trabalho, as organizações passaram a considerar, no processo de desenvolvimento profissional de seus empregados, não só questões técnicas, mas, também, os aspectos sociais e comportamentais do trabalho.

No âmbito organizacional competência pode ser conceituada como um
conjunto de conhecimentos, habilidades, tecnologias, sistemas físicos, gerenciais e valores que geram um diferencial competitivo para a organização (STOLLENWERK,

Essa competência gera vantagem competitiva à empresa, e é difícil de ser
copiada pelos concorrentes.

Dentre as teorias que abordam a competitividade das organizações, duas linhas assumem destaque a partir da década de 1990. Uma delas tem sua origem nos estudos realizados por Porter (1990), onde segundo o autor, a fonte da vantagem competitiva da organização está centrada na sua capacidade de inovar e evoluir. Esta capacidade deve ser desenvolvida como uma resposta às pressões e desafios enfrentados na relação da empresa com o ambiente.

Portanto, o ambiente impele a busca por inovação, estimulando as empresas a procurar respostas internas para fazer frente às novas demandas.

A segunda linha está centrada nos estudos de Prahalad e Hamel (1995) apud
Brandão e Guimarães (2001), quando os autores utilizam o termo competência
essencial para identificar as capacidades organizacionais que qualificam as
empresas para obter vantagem competitiva frente às suas concorrentes. Sem
dúvida, eles deram uma contribuição muito importante no sentido de atribuir ao termo competência, atualmente, uma dimensão estratégica. A dimensão estratégica está fortemente relacionada ao fato de os autores centrarem a análise nas competências coletivas. A perspectiva é de que as empresas ao conseguirem identificar e desenvolver competências necessárias terão obtido o passaporte para o sucesso. Apresentada desta maneira parece ser uma tarefa fácil, mas certamente não o é; De qualquer forma, as empresas que conseguirem realizar a tarefa, conquistarão importante vantagem competitiva sobre seus concorrentes.

Os autores acrescentam ainda que uma competência somente será considerada como essencial se passar pelos seguintes testes: valor percebido pelos clientes, diferenciação entre concorrentes e capacidade de expansão.

A formulação da estratégia competitiva deve buscar potencializar a
competência na qual a empresa é mais forte.

CONCLUSÃO

O valor estratégico dos recursos é indicado pelo grau com que podem contribuir para o desenvolvimento das capacidades e competências essenciais, e por fim, de uma vantagem competitiva. Já as funções de uma organização
requerem, para serem executadas de um conjunto de competências ou capacidades de vários tipos (como a capacidade de fazer pesquisa ou de fabricar produtos com baixo custo), suportadas pelos diversos tipos de recursos ou ativos (incluindo patentes, maquinário, etc).

As competências organizacionais podem ser combinadas de várias formas
para se obter vantagens competitivas, sejam elas, joint-ventures ou outras formas de alianças com parceiros, acordos de licenciamento, relações de franquias e contratos de longo prazo, cuja combinação extensiva resulta em redes. Elas podem acontecer em paralelo, como quando uma empresa de eletrônicos combina sua capacidade de
pesquisas com uma empresa de produtos mecânicos para desenvolver um conjunto de novos produtos eletromagnéticos; Ou podem acontecer seqüencialmente, como quando a capacidade de projeto de uma empresa é combinada com a capacidade de produção de outra.

De forma sucinta podemos concluir que os recursos, por meio das capacidades, geram as competências da organização. As competências essenciais da empresa são aquelas que lhe proporcionam um diferencial competitivo e uma vantagem estratégica, que pode ser posicional ou sustentável, dependendo dos seus recursos e capacidades. Desta forma, a identificação das necessidades e a gestão dos recursos, capacidades e competências individuais e organizacionais tornam-se essenciais para a diferenciação e sustentação das empresas no mercado atual.

MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS


O que é Análise Técnica?

A análise técnica ou análise gráfica, de maneira resumida, é uma abordagem que utiliza gráficos como ferramenta principal para determinar o melhor momento (e preço) para comprar e vender ativos. Em complemento a utilização de gráficos, a análise técnica inclui também uma série de teorias sobre como acontecem os movimentos do mercado.
Um pouco de história
As origens da análise técnica moderna estão nos trabalhos de Charles Dow no início do século XX. Dow junto com Edward D. Jones publicava um informativo financeiro que mais tarde seria o "The Wall Street Journal". Através do jornal, Dow apresentava suas observações sobre o comportamento do mercado. O conjunto desses textos seria posteriormente reunido, gerando o que pode ser considerado o início da análise técnica: a teoria de Dow.
Análise Técnica x Análise Fundamentalista
São duas escolas diferentes de análise. As características principais da análise fundamentalista são:
· Tenta medir o valor intrínseco de um ativo, ou seja determinar um valor adequado que reflita a situação da empresa no presente e as expectativas futuras.
· O valor intrínseco inclui fatores difíceis de quantificar como posicionamento da empresa no mercado.
· Análise fundamentalista estuda as questões relativas à economia e perspectivas do segmento a que pertence a empresa.
· Avalia como ocorre o gerenciamento da empresa.
Características da análise técnica são:
· Analisa os dados gerados pelas transações como preço e volume.
· Utiliza os gráficos na busca de padrões.
· Visualiza a ação dos componentes emocionais presentes no mercado.
· Analisa as tendências e busca determinar alvos (até onde os preços irão se movimentar).
As duas escolas têm por objetivo determinar o que comprar/vender quando comprar/vender. Contudo, utilizam abordagens claramente diferentes para atingir esse objetivo.
Importância da Análise Técnica
A análise técnica funciona porque o mercado corresponde à soma dos desejos, medos e expectativas das pessoas. O valor de um ativo reflete o encontro entre os que acreditam que o ativo irá se valorizar (compra) versus aqueles que pensam o contrário (venda). Essas manifestações aparecem nos gráficos.
As pessoas lembram-se dos valores em que ganharam ou perderam dinheiro. Dessa maneira, começa a formação de zonas de preços difíceis de ultrapassar, são as chamadas regiões de suporte e resistência como veremos ao longo do tutorial. De modo semelhante, as tendências são formadas e a análise técnica oferece ferramentas que possibilitam medir a força da tendência e mesmo sua provável extensão.
Outro fator importante é a crescente popularidade da análise técnica. Conforme ela ganha mais adeptos, mais pessoas passam a utilizar suas teorias e a perceber, simultaneamente, padrões de compra e venda, o que acaba por impulsionar o movimento de preço.Não podemos esquecer ainda o dinamismo da análise técnica. Durante o dia surgem diversas oportunidades de negócios, pois o mercado se repete e os mesmos padrões que uma pessoa observa em um gráfico de nível diário pode aparecer diversas vezes ao longo de um único pregão.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PAI RICO, PAI POBRE/ SÉRIE 3

Sobre o emprego

A maioria das pessoas passa a vida atrás de contracheques, aumentos de salários e segurança no emprego – tudo isso para satisfazer seus desejos e medos.

· É como a história do burro que movimenta o carro enquanto seu dono fica balançando uma espiga de milho à frente de seu nariz.

· O dono do burro pode estar indo aonde deseja ir, mas o burro está correndo atrás de uma ilusão. Amanhã haverá outra espiga de milho para o burro.
·
· Se o burro pudesse entender todo o contexto, ele poderia pensar duas vezes antes de sair correndo atrás de uma espiga de milho.

· Portanto, Pense sempre sobre a fábula do burro.
· Pensar que um emprego os fará sentir-se seguros é mentir para si mesmo.

Pense que um emprego é uma solução de curto-prazo para um problema teu que é de longo-prazo.

· Aprenda a usar as emoções para pensar e não pensar com suas emoções.

· A armadilha é o consumo

Sobre o dinheiro

A maioria das pessoas não percebe que na vida o que importa não é quanto dinheiro você ganha, mas quanto dinheiro você conserva.

As pessoas ricas adquirem ativos. Os pobres e a classe média adquirem obrigações pensando que são ativos.
(ativos põem dinheiro no seu bolso, um passivo é algo que tira o dinheiro do seu bolso.)

O dinheiro muitas vezes expõe as falhas humanas.
As pessoas dizem “estou endividado, preciso de mais dinheiro”
Mais dinheiro muitas vezes não resolve o problema, pode até aumentá-lo.

· Se seu padrão for gastar tudo o que ganha, o mais provável é que um aumento de dinheiro apenas resulte num aumento de despesas – levando ao ditado: “um louco e seu dinheiro fazem uma grande festa” .

A aptidão financeira - é o que você faz com o dinheiro depois que o ganhou. – Quanto tempo você o conserva e o quanto esse dinheiro trabalha para você. (existem muitas pessoas bem sucedidas profissionalmente, mas analfabetas do ponto de vista financeiro).

A classe média vive na chamada “corrida de ratos”
· Economizam tudo antes de se casar - Compram uma casa pequena, economizam mais ainda para aumentar sua residência, logo vem um filho – mais economia, o carro sempre é financiado.

· Depois vem os outros e mais economia – investem tudo no consumo e em seus filhos (impostos e empregados) – quando ficam velhos – alguns percebem que foram escravos do consumo.
· Seus hábitos de compra o leva a buscar mais rendas – e o problema será interminável.
· Pense: se você descobre que se enterrou num buraco ....pare de cavar.

Regra e pensamento japonês.
Os 3 poderes (A espada, a jóia, e o espelho)

A espada simboliza o poder das armas – quem tem armas tem poder (EUA)
A jóia representa o dinheiro – quem tem dinheiro tem poder – Lembre-se do ditado: “quem tem o ouro faz as regras”

O espelho é poder do autoconhecimento – segundo os japoneses é o maior conhecimento .
(os pobres e a classe média permitem que o poder do dinheiro os controle.)

Todos em geral, acompanham a multidão – fazem exatamente o que todo mundo faz .

“ O medo de ser diferente impede que muitas pessoas busquem novas formas de resolver seus problemas”

Sobre a Riqueza

A riqueza é a capacidade de uma pessoa sobreviver tantos dias a mais...ou se eu parar de trabalhar hoje, por quanto tempo poderei sobreviver?

A maioria das pessoas trabalha para todo mundo (patrão, governo, bancos
etc) menos para elas próprias

A recomendação: Cuide do seu negócio.

1 Reduza as suas despesas
2 Se desfaça dos passivos
3 Nunca use crédito (recursos de terceiros)

O bom negócio é aquele que não depende da minha presença
(se tiver que trabalhar nele – não é negócio – torna-se uma profissão)
1 Boas ações
2 Fundos mútuos
3 Imóveis com alta rentabilidade

Quem paga imposto são os pobres e a classe média – os ricos não são tributados.
(eles repassam, criam S/As, - uma sociedade anônima protege os ricos)
É um instrumento jurídico legal, sem alma e que protege a fortuna dos ricos)

Os empregados ganham e o imposto é descontado na fonte, assim eles tem que tentar sobreviver com o que sobra. – Uma soc. Anônima fatura, gasta tudo, investe e só paga algum imposto do que sobra. – é como a diferença entre andar e voar.

Os ricos controlam tudo, mas não possuem nada.

Toda vez que as pessoas tentam punir os ricos, estes não apenas não obedecem, como reagem – eles têm o poder e o dinheiro e principalmente a vontade de mudar as coisas.

Os pobres e a classe média não tem essas ferramentas.
(eles são espetados para a doação de sangue).

Normalmente no mundo dos negócios quem prospera não são os talentosos, mas os ousados.

· Muitas pessoas talentosas são dominadas pelo medo – falta de autoconfiança, pelo comodismo, pavor do risco.

Sobre as mudanças

· Podemos afirmar que esta é a época mais empolgante para se viver – prefiro saudar a mudança do que temê-la.

· È a morte do velho e o nascimento do novo – poderá ser tumultuada mais empolgante.

· Algumas pessoas seguem em frente e outras tentam se agarrar a modos de vida e pensamentos decadentes.

· O ativo mais poderoso que possuímos é a nossa mente – se for focada pode gerar muita riqueza.
(não precisamos mais trabalhar com nossos corpos e sim com a mente)

· Plante sementes na coluna dos ativos – algumas se desenvolvem.
· Se você souber o que está fazendo – você não está jogando
· (o jogo é quando você põe dinheiro em alguma coisa e depois fica rezando para que certo). Investir é conhecer.

· A maioria das pessoas não ganha porque tem medo de perder.
· na verdade nós aprendemos errando (andar, bicicleta)

. As pessoas que tem pavor do fracasso, em geral ficam longe do sucesso.

Trabalhe para aprender
Quando se fala em dinheiro – a única habilidade que as pessoas conhecem é trabalhar mais.

Procurem emprego pelas oportunidades de aprendizado.

Não se deixem aprisionar como os ratos (hamsters nas gaiolas) – pedalam para sobreviver – e continuam na mesma gaiola.

Pensem no longo prazo – a instrução vale mais do que o dinheiro no longo prazo.
Algumas profissões são muito curtas (atletas profissionais)

Adágio popular: “ não se pode ensinar truques novos a cachorros velhos” principalmente para quem tem medo de mudar.

Tem muita gente que é pobre porque não é nem bom estudante nem bom mestre.

Comece cedo – o dia é hoje.

Todos querem ir para o céu – mas ninguém quer morrer.
“ Nunca encontrei ninguém apaixonado que não tivesse tido o coração despedaçado. E nunca encontrei ninguém rico que não tivesse perdido algum dinheiro”

É como andar de bicicleta – as quedas fazem parte do aprendizado.

Para os vencedores, os fracassos são uma inspiração.
Para os perdedores, o fracasso é uma derrota. John Rockefeller.

O fracasso inspira os vencedores, o fracasso derrota os perdedores.

Não dê ouvidos as galinhas pessimistas.
(só as dúvidas mantêm as pessoas na pobreza)

Saia do condicionamento – não seja preguiçoso.
Nunca seja arrogante – quando não souber – ou for ignorante a respeito de um assunto, comece a instruir-se – se aconselhe com especialistas.

Liste o que você não quer.

1 Não quero trabalhar a vida inteira.
2 Não quero ser sempre um empregado
3 Não quero pagar tanto impostos

Agora liste o que você quer.

1 Quero ser livre
2 Quero escolher os meus amigos
3 Quero aprender a investir
4 Quero viajar pelo mundo ainda jovem
5 Quero que o dinheiro trabalhe para mim

Algumas reflexões finais
1 Não ouça as pessoas pobres ou apavoradas (galinhas pessimistas e da mesma plumagem concordam entre si)
2 Invista sempre na sua formação – empregabilidade
3 Domine uma formula, e então aprenda outra
4 Não acompanhe a manada
5 Seja rápido
6 Pague a si mesmo primeiro – o poder da autodisciplina (se não pode se controlar – não pode ficar rico)
7 Nunca pague juros e não se endivide
8 Nunca permita que o mundo bata em você
9 Pague bem quem trabalha para você (tem que ser mais inteligente que você)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

Conheça as diferenças entre as análises financeira, fundamentalista e técnicaPor: Equipe InfoMoney20/10/06 - 09h33InfoMoneySÃO PAULO - Um dos fatores determinantes do sucesso dos melhores investidores no mercado de ações é a sua capacidade de analisar as ações de forma apropriada, o que lhes permite comprar e vender os melhores papéis no momento certo.De forma geral, podemos dizer que a análise deve ser baseada no comportamento de uma série de variáveis, não se restringindo somente à situação atual, mas também tirando lições do comportamento passado das ações e, principalmente, tentando chegar a um consenso quanto ao desempenho futuro da empresa.Desta forma, a análise se baseia em dados passados e presentes com o objetivo de determinar qual o futuro da empresa.Escolas de análiseExistem duas correntes ou "escolas" básicas de análise do mercado de ações: análise financeira e fundamentalista (mais indicada para o médio e longo prazo) e análise técnica ou gráfica (mais recomendada para análises de curto prazo).De forma geral, as análises financeira e fundamentalista têm uma preocupação maior nos fundamentos da empresa, sendo adotadas pela maioria dos analistas de bancos e corretoras de valores. Já a análise técnica foca no estudo dos padrões de preços, podendo ser usada, deste modo, não somente no mercado de ações, mas para todos os ativos financeiros que tenham uma série histórica de dados.Para entender melhor o que cada tipo de análise propõe, vale a pena traçar um paralelo com um mercado que você talvez conheça melhor, o mercado de imóveis.Análise Financeira: verifique a qualidadeVocê não compraria um imóvel sem antes checar coisas como a sua localização, área útil, área construída, qualidade da planta, padrão de acabamento, áreas de lazer, garagens, etc. Em conjunto, essas variáveis definem se o imóvel que você quer comprar é de qualidade ou não, sem levar EM consideração o preço. Da mesma forma, a análise financeira ajuda a determinar a qualidade de uma empresa.A análise financeira baseia-se, sobretudo, na análise dos demonstrativos financeiros da empresa para determinar a sua posição financeira atual assim como desempenho futuro. Analisar os demonstrativos financeiros da empresa, deste modo, equivale a estudar a planta do seu imóvel.A planta não garante que a construção vai ser perfeita, mas dá mais segurança. Por outro lado, se existem problemas com a planta, então você pode ter certeza que haverá vazamentos, trincas, etc. Da mesma forma, os demonstrativos financeiros não garantem o desempenho futuro da empresa, mas podem trazer mais segurança quanto a sua capitalização, capacidade de gerar lucros, etc. Análise fundamentalista: levando em conta o preçouma vez que você esteja satisfeito com a qualidade do imóvel de seu interesse, então a segunda pergunta a fazer é: o vendedor está pedindo um preço justo pelo número de quartos? Ou pela área útil? Número de banheiros? Pelo número de vagas na garagem? Ou talvez pelo padrão de acabamento?Para tal, você deve comparar o imóvel que está analisando com imóveis similares no mercado. Isso dá condições para determinar se o preço que está sendo pedido é justo ou não. O mesmo ocorre com a análise fundamentalista. Para determinar o preço justo das ações da empresa, a análise fundamentalista baseia-se em múltiplos de mercado de ações de empresas similares.Os múltiplos de mercado são calculados, em sua maioria, dividindo o valor de mercado da empresa por uma série de indicadores presentes nos demonstrativos financeiros (valor patrimonial, lucro estimado, fluxo de caixa). Esses múltiplos são equivalentes aos que você calculou para o seu imóvel: Preço/Quartos, Preço/Vagas, Preço/Área etc.Assim como no exemplo do imóvel, você deve comparar os múltiplos de mercado da empresa com os múltiplos de empresas similares. Por empresas similares entendemos empresas que atuem no mesmo segmento de mercado (estejam no mesmo bairro), tenham mesma rentabilidade (mesmo número de quartos), etc.A comparação entre os múltiplos de empresas é chamada análise comparativa, que, no caso das empresas pertencerem ao mesmo setor, é denominada análise setorial.Análise técnica: comparando ao longo do tempoSe você estiver satisfeito com a qualidade (análise financeira) e preço relativo (análise fundamentalista) do seu imóvel, a última pergunta que você deve se fazer é se os níveis de preço atual para esse tipo de imóvel estão em linha com os níveis históricos.Se o preço do seu imóvel estiver bem abaixo do preço médio nos últimos cinco anos, por exemplo, isto pode indicar que é um bom momento para compra. Já um preço muito acima da média pode indicar que talvez seja melhor esperar um pouco antes de comprar.A análise técnica baseia-se no princípio de que os preços de ações se movem em tendências persistentes ao longo do tempo. Ou seja, os preços e volumes históricos de uma ação influenciam as flutuações futuras, de forma que uma vez determinada a tendência, é possível saber qual o melhor momento para comprar ou vender uma ação

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ANC PERDE QUADROS DE RENOME


Mais deserções no ANC, ministro culpa Mbeki por cisão2008/11/14
Mais dois destacados membros do Congresso Nacional Africano (ANC) anunciaram a sua demissão do partido e imediata adesão à nova formação política liderada pelo antigo ministro da Defesa Mosioua Lekota, o Congresso do Povo.

Smuts Ngonyama, antigo director de comunicações do partido no poder, e Fátima Meer, académica, escritora e destacada combatente anti- `apartheid´ de longa data na região de Durban, de onde é natural, abandonaram o ANC nas últimas horas por discordâncias com o presidente do partido Jacob Zuma e a sua direcção.Ambos anunciaram que se filiaram de imediato no Congresso do Povo (COPE), a nova formação política fundada por Lekota e pelo ex-chefe do executivo provincial de Gauteng, Mbhazima Shilowa.Para Pallo Jordan, o actual ministro da Cultura e militante de longa data do ANC, a cisão verificada no partido deveu-se à fraca liderança de Thabo Mbeki e dos dirigentes de topo do ANC na altura em que Mbeki era o presidente.`A falta de firmeza e de liderança visionária no seio do ANC durante um largo período foram as causas próximas da cisão e consequente formação do COPE´, disse hoje Pallo Jordan.Para o ministro da Cultura, essa falta de liderança `minou e enfraqueceu a autoridade moral e a integridade do partido no poder´, levando a que muitos militantes se sintam alienados no seio do partido.`O ANC dos tempos de Mbeki falhou completamente na gestão de potenciais conflitos de classe que foram surgindo em resultado do aparecimento de uma classe capitalista no seio do partido´, concluiu.O ANC forçou Thabo Mbeki em Setembro a demitir-se da Presidência, nomeando o `vice´ de Jacob Zuma, Kgalema Motlanthe, para a chefia do Estado até às eleições gerais de 2009.Nessa altura, Zuma que venceu por larga margem a eleição interna para a chefia do partido na conferência nacional de Polokwane, em Dezembro de 2007 - deverá ser o candidato natural do ANC à Presidência e à chefia do governo.Na sequência da demissão coerciva de Mbeki, vários dirigentes do partido e do executivo de Mbeki demitiram-se alegando discordâncias com a nova direcção e com os seus processos de decisão, formando uma nova força política, designada provisoriamente por Congresso Do Povo, com a sigla COPE, do inglês `Congress Of The People´.

fonte: BBC

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ÁREAS DE ATUAÇÃO DO ADMINISTRADOR



Administração Financeira
01.Análise Financeira
02.Assessoria Financeira
03.Assistência Técnica Financeira
04.Consultoria Técnica Financeira
05.Diagnóstico Financeiro
06.Orientação Financeira
07.Pareceres de Viabilidade Financeira
08.Projeções Financeiras
09.Projetos Financeiros
10.Sistemas Financeiros
11.Administração de Bens e Valores
12.Administração de Capitais
13.Controladoria
14.Controle de Custos
15.Levantamento de Aplicação de Recursos
16.Arbitragens
17.Controle de Bens Patrimoniais
18.Participação em outras Sociedades - (Holding)
19.Planejamento de Recursos
20.Plano de Cobrança
21.Projetos de Estudo e Preparo para Financiamento
Administração de Material
01.Administração de Estoque
02.Assessoria de Compras
03.Assessoria de Estoques
04.Assessoria de Materiais
05.Catalogação de Materiais
06.Codificação de Materiais
07.Controle de Materiais
08.Estudo de Materiais
09.Logística
10.Orçamento e Procura de Materiais
11.Planejamento de Compras
12.Sistemas de Suprimento
Administração Mercadológica/Marketing
01.Administração de Vendas
02.Canais de Distribuição
03.Consultoria Promocional
04.Coordenação de Promoções
05.Estudos de Mercado
06.Informações Comerciais - Extra - Contábeis
07.Marketing
08.Pesquisa de Mercado
09.Pesquisa de Desenvolvimento de Produto
10.Planejamento de Vendas
11.Promoções
12.Técnica Comercial
13.Técnica de Varejo (grandes magazines)
Administração da Produção
01.Controle de Produção
02.Pesquisa de Produção
03.Planejamento de Produção
04.Planejamento e Análise de Custo
Administração e Seleção de Pessoal/Recursos Humanos
01.Cargos e Salários
02.Controle de Pessoal
03.Coordenação de Pessoal
04.Desenvolvimento de Pessoal
05.Interpretação de Performances
06.Locação de Mão-de-Obra
07.Pessoal Administrativo
08.Pessoal de Operações
09.Recrutamento
10.Recursos Humanos
11.Seleção
12.Treinamento
Orçamento
01.Controle de Custos
02.Controle e Custo Orçamentário
03.Elaboração de Orçamento
04.Empresarial
05.Implantação de Sistemas
06.Projeções
07.Provisões e Previsões
Organização e Métodos e Programas de Trabalho
01.Administração de Empresas
02.Análise de Formulários
03.Análise de Métodos
04.Análise de Processos
05.Análise de Sistemas
06.Assessoria Administrativa
07.Assessoria Empresarial
08.Assistência Administrativa
09.Auditoria Administrativa
10.Consultoria Administrativa
11.Controle Administrativo
12.Gerência Administrativa e de Projetos
13.Implantação de Controle e de Projetos
14.Implantação de Estruturas Empresariais
15.Implantação de Métodos e Processos
16.Implantação de Planos
17.Implantação de Serviços
18.Implantação de Sistemas
19.Organização Administrativa
20.Organização de Empresa
21.Organização e Implantação de Custos
22.Pareceres Administrativos
23.Perícias Administrativas
24.Planejamento Empresarial
25.Planos de Racionalização e Reorganização 2
6.Processamento de Dados/Informática
27.Projetos Administrativos
28.Racionalização
Campos Conexos0
1.Administração de Consórcio
02.Administração de Comércio Exterior
03.Administração de Cooperativas
04.Administração Hospitalar
05.Administração de Condomínios
06.Administração de Imóveis
07.Administração de Processamento de Dados/ Informática
08.Administração Rural
09.Administração Hoteleira
10."Factoring"
11.Turismo
12. Gstão escolar

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PAI RICO, PAI POBRE/ SÉRIE 2

por Robert Kiyosaki

Tive dois pais, um rico e outro pobre. Um era muito instruído e inteligente; tinha o Ph.D. e fizera um curso universitário de graduação, com duração de quatro anos, em menos de dois. Foi então para a Universidade de Stanford, para a Universidade de Chicago e para a Northwestern University, sempre com bolsa de estudos. O outro pai nunca concluiu o segundo grau.
Ambos foram homens bem-sucedidos em suas carreiras e trabalharam arduamente durante toda a vida. Ambos auferiam rendas consideráveis.
Contudo, um sempre enfrentou dificuldades financeiras. O outro se tornou o homem mais rico do Havaí. Um morreu deixando milhões de dólares para sua família, para instituições de caridade e para sua igreja. O outro deixou contas a pagar.
Ambos eram homens fortes, carismáticos e influentes. Ambos me ofereceram conselhos, mas não aconselharam as mesmas coisas. Ambos acreditavam firmemente na instrução, mas não sugeriram os mesmos estudos.
Se eu tivesse tido um único pai, teria tido que aceitar ou rejeitar seus conselhos. Tendo dois, tive a escolha entre pontos de vista contrastantes; a visão de um homem rico e a visão de um homem pobre. Em vez de aceitar ou rejeitar simplesmente um desses pontos de vista, me descobri pensando mais, comparando-os e escolhendo por mim mesmo.
O problema é que o homem rico ainda não era rico e o homem pobre ainda não era pobre. Ambos estavam no início de suas carreiras e lutavam por dinheiro e família. Mas eles tinham idéias muito diferentes sobre o dinheiro.
Por exemplo, um dos pais dizia: "O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal." O outro: "A falta de dinheiro é a raiz de todo mal."
Quando garoto, a influência de dois pais, ambos homens fortes, era uma situação complicada. Eu queria ser um bom filho e ouvia, mas os dois pais não falavam a mesma língua. O contraste entre suas idéias, especialmente no que se referia ao dinheiro, era tão extremo que eu ficava curioso e intrigado.
Comecei a pensar profundamente sobre o que cada um deles dizia.
Muito do meu tempo era gasto refletindo, fazendo-me perguntas como "Por que ele fala isso?", a respeito das afirmações dos pais. Teria sido muito mais simples falar "Sim, ele está certo. Concordo com isso". Ou simplesmente rejeitar o ponto de vista dizendo "O velho não sabe do que está falando".
Porém, tendo dois pais que eu amava, fui forçado a pensar e a escolher um dos caminhos por mim mesmo. Esse processo de escolher por mim mesmo se mostrou muito valioso no longo prazo, não se tratou simplesmente da aceitação ou da rejeição de um único ponto de vista.
Uma das razões pelas quais os ricos ficam mais ricos, os pobres, mais pobres e a classe média luta com as dívidas é que o assunto dinheiro não é ensinado nem em casa nem na escola. Muitos de nós aprendemos sobre o dinheiro com nossos pais. O que pode dizer um pai pobre a respeito do dinheiro para seu filho? Ele diz simplesmente: "Fique na escola e estude muito." O filho pode se formar com ótimas notas; mas com uma programação financeira e uma mentalidade de pessoa pobre. Isso foi aprendido pelo filho em sua tenra idade.
O dinheiro não é ensinado nas escolas. As escolas se concentram nas habilidades acadêmicas e profissionais mas não nas habilidades financeiras.
Isso explica por que médicos, gerentes de banco e contadores inteligentes que tiveram ótimas notas quando estudantes terão problemas financeiros durante toda sua vida. Nossa impressionante dívida nacional se deve em boa medida a políticos e funcionários públicos muito instruídos que tomam decisões financeiras com pouco ou nenhum treinamento na área do dinheiro.
Muitas vezes penso no novo milênio e imagino o que acontecerá quando houver milhões de pessoas precisando de assistência financeira e médica. Eles se tornarão dependentes do apoio financeiro de suas famílias ou do governo. O que acontecerá quando o Medicare e a Seguridade Social ficarem sem dinheiro? Como uma nação sobreviverá se ensinar sobre dinheiro continuar sendo tarefa dos pais - cuja maioria será ou já é pobre?
Como tive dois pais a me influenciar, aprendi com ambos. Tive que refletir sobre os conselhos de cada um deles e ao fazê-lo percebi o poder e o impacto dos nossos pensamentos sobre nossa própria vida. Por exemplo, um pai costumava falar "Não dá para comprar isso". O outro proibia o uso dessas palavras. Insistia em que eu falasse: "O que posso fazer para comprar isso?"
Num caso temos uma afirmação, no outro uma pergunta. Um deixa você sem alternativa, o outro obriga você a refletir. Meu pai-que-logo-ficaria-rico explicava que ao falar automaticamente "Não dá para comprar isso" seu cérebro pára de trabalhar. Ao perguntar "O que posso fazer para comprar isso?", você põe seu cérebro trabalhando. Ele não estava dizendo que comprasse tudo o que desejasse. Ele incentivava fanaticamente que exercitasse minha mente, o computador mais poderoso do mundo. "Meu cérebro fica mais forte a cada dia porque eu o exercito. Quanto mais forte fica, mais dinheiro ganho." Ele acreditava que repetir mecanicamente "Não dá para comprar isso" era um sinal de preguiça mental.
Embora ambos os pais trabalhassem com afinco, observei que um deles tinha o hábito de pôr seu cérebro a dormir quando o assunto era dinheiro e o outro tinha o costume de exercitar seu cérebro. O resultado era que, ao longo do tempo, um dos pais ficava mais forte financeiramente, e o outro enfraquecia.
Isso não é muito diferente do que ocorre quando uma pessoa faz exercícios físicos regulares enquanto a outra senta no sofá e fica assistindo à televisão. O exercício físico adequado aumenta suas chances de ter boa saúde, e o exercício mental adequado aumenta suas chances de ficar rico. A preguiça reduz tanto a saúde quanto a riqueza.
Meus dois pais tinham atitudes mentais diferentes. Um acreditava que os ricos deviam pagar mais impostos para atender os menos afortunados. O outro dizia:
"Os impostos punem os que produzem e recompensam os que não produzem."
Um dos pais recomendava: "Estude arduamente para poder trabalhar em uma boa empresa." O outro falava: "Estude arduamente para poder comprar uma boa empresa."
Um dos pais dizia: "Não sou rico porque tenho filhos." O outro: "Tenho que ser rico por causa de vocês, meus filhos."
Um incentivava as conversas sobre dinheiro e negócios na hora do jantar. O outro proibia que se falasse do assunto durante as refeições.
Um dizia: "Em questões de dinheiro seja cuidadoso, não se arrisque." O outro:
"Aprenda a administrar o risco."
Um recomendava: "Nossa casa é nosso maior investimento e nosso maior patrimônio." O outro: "Minha casa é uma dívida e se sua casa for seu maior investimento, você terá problemas."
Ambos os pais pagavam suas contas no prazo, mas um deles pagava suas contas em primeiro lugar enquanto o outro as deixava para a última hora.
Um deles acreditava que a empresa ou o governo deveria cuidar de você e de suas necessidades. Estava sempre preocupado com aumentos salariais, planos de aposentadoria, benefícios médicos, licenças de saúde, férias e outros benefícios. Ele ficava impressionado com dois de seus tios que foram para o exército e se aposentaram com vários benefícios após vinte anos de serviço ativo. Ele adorava a idéia de assistência médica e serviços de reembolso de alimentos que os militares ofereciam a seus aposentados. Ele também se empolgava com as cátedras vitalícias do sistema universitário. A idéia de estabilidade no emprego e benefícios trabalhistas lhe parecia às vezes mais importante do que o próprio emprego. Dizia freqüentemente: "Trabalhei muito para o governo, mereço essas mordomias."
O outro pai acreditava na total auto-suficiência financeira. Ele sempre se manifestava contra a mentalidade dos "direitos" e falava que isso estava criando pessoas fracas e financeiramente necessitadas. Ele dava muita ênfase à competência financeira.
Um dos pais lutava para poupar alguns poucos dólares. O outro simplesmente criava investimentos.
Um pai me ensinou a escrever um currículo impressionante para que eu pudesse encontrar um bom emprego. O outro me ensinou a fazer sólidos planos financeiros e de negócios de modo que eu pudesse criar empregos.
Ter dois pais fortes me proporcionou o luxo de observar o impacto de diferentes formas de pensar sobre a própria vida. Observei que as pessoas moldam suas vidas por meio de seus pensamentos.
Por exemplo, meu pai pobre sempre me dizia: "Nunca vou ficar rico." E isso acabou acontecendo. Meu pai rico, por outro lado, sempre se referia a si próprio como sendo rico. Ele dizia coisas como: "Sou um homem rico e pessoas ricas não fazem isto." Mesmo que estivesse totalmente quebrado após um revés financeiro, ele continuava a se considerar um homem rico. Ele se justificava dizendo: "Há uma diferença entre ser pobre e estar quebrado. Estar quebrado é algo temporário, ser pobre é algo eterno."
Meu pai pobre dizia, "Não ligo para dinheiro" ou "O dinheiro não é importante." Meu pai rico sempre dizia, "Dinheiro é poder".
O poder de nossos pensamentos nunca poderá ser medido ou avaliado, mas desde jovem se tornou óbvio para mim a tomada de consciência de meus pensamentos e da forma como me expressava. Observei que meu pai pobre não era pobre por causa do dinheiro que ganhava, que era bastante, mas por causa de seus pensamentos e ações. Quando garoto, tendo dois pais, me tornei consciente de que deveria ser cuidadoso com os pensamentos que decidisse adotar como meus. A quem ouviria - a meu pai rico ou a meu pai pobre?
Embora ambos tivessem um enorme respeito pela educação e pelo aprendizado, eles discordavam quanto ao que era importante aprender. Um queria que eu estudasse arduamente, me formasse e conseguisse um bom emprego para trabalhar pelo dinheiro. Ele queria que eu estudasse para me tornar um profissional, um advogado ou um contador, ou que fosse a uma escola de negócios para obter um MBA. O outro me incentivava a estudar para ficar rico, para entender como funciona o dinheiro e para aprender como fazê-lo trabalhar para mim. "Não trabalho por dinheiro", costumava repetir uma e outra vez. "O dinheiro trabalha para mim”.Com nove anos de idade resolvi ouvir e aprender com meu pai rico tudo sobre dinheiro. Optei por não dar ouvidos a meu pai pobre, mesmo que fosse ele quem possuísse todos os títulos universitários.

Uma lição de Robert Frost

Robert Frost é meu poeta favorito. Embora goste de muitas de suas poesias, a
minha preferida é The Road Not Taken. Quase todos os dias recorro a suas
lições:
The road not taken
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads onto way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence;
Two roads diverged in a wood, and I
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

ROBERT FROST, 1916

O caminho não escolhido
Num bosque amarelo dois caminhos se separavam, / E lamentando não poder seguir os dois / E sendo apenas um viajante, fiquei muito tempo parado / E olhei para um deles tão distante quanto pude / Até que se perdia na mata; /
Então segui o outro, como sendo mais merecedor, / E vendo talvez melhor direito, / Porque coberto de mato e querendo uso / Embora os que por lá passaram / Os tenham realmente percorrido de igual forma, / E ambos ficaram essa manhã / Com folhas que passo nenhum pisou. / Oh, guardei o primeiro para outro dia! / Embora sabendo como um caminho leva para longe, /
Duvidasse que algum dia voltasse novamente. / Direi isto suspirando / Em algum lugar, daqui a muito e muito tempo: / Dois caminhos se separaram em um bosque e eu... / Eu escolhi o menos percorrido / E isso fez toda a diferença.
/ Robert Frost, 1916
E isso fez toda a diferença.
No correr dos anos pensei muitas vezes no poema de Robert Frost. Ao escolher não dar atenção aos conselhos e atitudes quanto a dinheiro de meu pai muito instruído, tomei uma decisão dolorosa, mas foi uma decisão que determinou o resto de minha vida.
Com a decisão de quanto a quem dar ouvidos, teve início minha educação sobre dinheiro. Meu pai rico me deu lições ao longo de um período de trinta anos, até que cheguei aos 39 anos de idade. Suas lições pararam quando ele percebeu que eu conhecia e entendia plenamente o que ele estava tentando martelar na minha cabeça, às vezes, bastante dura.
O dinheiro é uma forma de poder. Mais poderosa ainda, entretanto, é a instrução financeira. O dinheiro vem e vai, mas se você tiver sido educado quanto ao funcionamento do dinheiro, você adquire poder sobre ele e pode começar a construir riqueza. O motivo pelo qual o simples pensamento positivo não funciona é porque a maioria das pessoas foi à escola e nunca aprendeu como o dinheiro funciona, e assim passam suas vidas trabalhando pelo dinheiro.
Como comecei com apenas nove anos, as lições que meu pai rico me ensinou foram simples. E quando tudo foi dito e tudo foi feito, encontramos apenas seis lições, repetidas ao longo de trinta anos. Este livro trata dessas seis lições, expostas da maneira mais simples possível, da forma como meu pai rico as passou para mim. Estas lições não pretendem ser respostas e sim marcos.
Marcos que o ajudarão, a você e a seus filhos, a se tornar mais rico, não importa o que aconteça em um mundo de crescente mudança e incerteza.

Lição l: Os ricos não trabalham pelo dinheiro
Lição 2: Para que alfabetização financeira?
Lição 3: Cuide de seus negócios
Lição 4: A história dos impostos e o poder da sociedade anônima
Lição 5: Os ricos inventam dinheiro
Lição 6: Trabalhe para aprender - não trabalhe pelo dinheiro
CAPÍTULO DOIS
Lição l: Os ricos não trabalham pelo dinheiro

- Pai, como é que a gente fica rico?
Meu pai largou o jornal.
- Por que você quer ficar rico, filho?
- Porque a mãe do Jimmy chegou hoje num Cadela novo e eles iam passar o fim de semana na praia. Ele chamou três amiguinhos, mas o Mike e eu não fomos convidados. Eles disseram que não chamavam a gente porque éramos
"garotos pobres".
- Falaram isso mesmo? - perguntou meu pai, incrédulo.
- Falaram mesmo - respondi magoado.
Meu pai balançou a cabeça em silêncio, ajeitou os óculos e voltou para a leitura do jornal. Fiquei esperando a resposta.
Era o ano de 1956. Eu tinha nove anos. Por algum golpe de sorte, eu freqüentava a mesma escola pública onde estudavam os filhos dos ricos. A cidade vivia especialmente em função das usinas de açúcar. Os gerentes das usinas e outras pessoas influentes da cidade, como médicos, proprietários de estabelecimentos comerciais e gerentes de bancos, matriculavam seus filhos nessa escola. Terminado o primeiro grau, estes iam em geral para colégios particulares. Eu fazia parte desta escola porque minha família morava num lado da rua. Se morasse do outro lado, eu teria ido para uma escola diferente e meus colegas seriam de famílias mais parecidas com a minha. Concluído o primeiro grau, estes garotos e eu faríamos o segundo grau também em escolas públicas. Não havia colégios particulares para eles ou para mim.
Meu pai finalmente largou o jornal. Senti que estava pensando.
- Filho - começou lentamente. - Se você quiser ficar rico, você tem que aprender a ganhar dinheiro.
- E como ganho dinheiro? - perguntei.
- Use sua cabeça, filho - respondeu sorrindo. O que na verdade queria dizer:
"Isso é tudo o que vou lhe dizer" ou "Não sei a resposta, de modo que não me perturbe".

Forma-se uma parceria

Na manhã seguinte, contei para meu melhor amigo, Mike, o que meu pai tinha falado. Tenho a impressão de que Mike e eu éramos os únicos garotos pobres da escola. Também Mike estava nessa escola por um golpe de sorte. Alguém tinha traçado aleatoriamente a linha divisória dos distritos escolares e nós acabamos na escola dos garotos ricos. Não éramos pobres de verdade, mas sentíamos como se fôssemos porque os demais garotos tinham luvas de beisebol novas, bicicletas novas, tudo novo.
Mãe e pai nos davam o básico, comida, teto, roupa. Mas isso era tudo. Meu pai costumava falar: "Se você quiser alguma coisa, trabalhe para obtê-la."
Queríamos muitas coisas, mas não havia muito trabalho disponível para garotos de nove anos.
- E então como ganhamos dinheiro? - perguntou Mike.
- Não sei - respondi. - Mas você quer ser meu sócio?
Ele concordou e, naquele sábado de manhã, Mike se tornou meu primeiro sócio nos negócios. Gastamos toda a manhã imaginando formas de ganhar dinheiro. De vez em quando falávamos dos "caras legais" que estavam se divertindo na casa de praia de Jimmy. Sentíamos uma certa mágoa, mas era uma mágoa boa, pois nos inspirou a ficar pensando em como ganhar dinheiro.
Finalmente, nessa tarde, um lampejo surgiu em nossas mentes. Era uma idéia que Mike havia tirado de um livro de ciências que lera. Empolgados, demos um aperto de mão e a sociedade agora tinha um objetivo.
Durante as semanas seguintes, Mike e eu percorremos a vizinhança pedindo aos vizinhos que guardassem para nós os tubos vazios de pasta de dentes.
Intrigados, muitos adultos concordavam sorrindo. Alguns perguntavam o que estávamos fazendo. Respondíamos: "Não dá para contar, é um segredo de negócios”.Conforme as semanas passavam, mamãe ficava nervosa. Tínhamos escolhido um lugar perto da máquina de lavar roupas para estocar nossa matéria-prima.
Numa caixa de papelão, que contivera vidros de molho de tomate, acumulava-se nossa pilha de tubos de pasta de dentes usados.
Finalmente, mamãe deu uma bronca. Não agüentava mais ver aquele monte de tubos espremidos na maior confusão.
- O que vocês estão fazendo, garotos? - perguntou. - E não me venham novamente com a desculpa de que é um segredo de negócios. Dêem um jeito nesta bagunça ou jogo tudo fora.
Mike e eu argumentamos, explicamos que em breve teríamos o suficiente para começar a produção. Dissemos que estávamos esperando que alguns vizinhos acabassem de usar suas pastas para que pudéssemos recolher os tubos. Mamãe nos deu uma semana de prazo.
Antecipamos a data do início da produção. A pressão aumentava. Minha primeira sociedade já estava sendo ameaçada por uma notificação de despejo do nosso armazém, feita por minha própria mãe. Mike se encarregou de apressar o consumo das pastas, informando que os dentistas recomendavam escovação mais freqüente dos dentes. Comecei a instalar a linha de produção.
Um dia meu pai chegou em casa com um amigo para mostrar como "os garotos" operavam a linha de produção a todo vapor, perto da garagem. Por todo o lugar havia uma fina poeira branca. Numa mesa comprida se alinhavam embalagens de leite trazidas da escola e no forno japonês da família as brasas do carvão brilhavam gerando o máximo de calor.
Papai caminhava com cuidado, o carro fora estacionado próximo ao portão da rua porque a linha de produção estava na frente da porta da garagem. Quando ele e seu amigo se aproximaram, viram uma vasilha de aço em cima das brasas, e dentro dela os tubos de pasta de dentes derretiam. Naquela época não havia tubos de pasta de dentes de plástico, eles eram de chumbo. Por isso, depois que a pintura queimava, os tubos dentro da vasilha derretiam até ficarem líquidos. Com a ajuda do pegador de panela da mamãe, nós despejávamos o chumbo derretido através de um pequeno furo nas embalagens de leite, que estavam recheadas de gesso.
O pó branco do gesso que ainda não fora misturado à água estava por toda parte. Com a pressa tínhamos derrubado o saco de gesso e parecia que toda a área fora atingida por uma nevasca. As embalagens de leite vazias serviam para fazer moldes de gesso. Meu pai e seu amigo nos observavam enquanto vertíamos o chumbo derretido num pequeno buraco no topo de um cubo de gesso.

- Cuidado - disse meu pai.
Fiz que sim com a cabeça, sem olhar para cima.
Quando terminei de colocar o chumbo derretido, larguei a vasilha e sorri para meu pai.
- O que vocês estão fazendo? - perguntou com um sorriso cauteloso.
- Estamos fazendo o que você me mandou fazer. Estamos nos tornando ricos - respondi.
- Somos sócios - disse Mike sorrindo e balançando a cabeça.
- E o que há nesses moldes de gesso? - perguntou papai.
- Veja - falei. - Esta vai ser uma boa fornada.
Com um pequeno martelo, bati no selo que dividia o cubo em dois. Com cuidado, puxei a parte de cima do molde de gesso e uma moedinha de chumbo caiu.
- Minha nossa! - falou papai. - Vocês estão cunhando moedinhas de chumbo!
- Certo - falou Mike. - Estamos fazendo o que o senhor disse. Estamos fazendo* dinheiro.
O amigo de meu pai se virou e caiu na gargalhada. Meu pai sorriu e balançou a cabeça. À sua frente estavam, além do fogo e da caixa de tubos de pasta de dentes vazios, dois garotos cobertos por uma poeira branca rindo de orelha a orelha.
Meu pai pediu que largássemos tudo e nos sentássemos com ele no degrau da frente de casa. Sorrindo nos explicou carinhosamente o que significava a palavra "falsificação".
Nossos sonhos estavam desfeitos.
- Você quer dizer que isto é ilegal? - perguntou Mike com um soluço na voz.
- Deixe eles - disse o amigo do meu pai. - Eles podem estar desenvolvendo um talento natural.
Meu pai olhou para ele, furioso.
- Sim, é ilegal - falou papai calmamente. - Mas vocês demonstraram muita criatividade e idéias originais. Continuem, estou orgulhoso de vocês!
Desapontados, Mike e eu ficamos sentados uns vinte minutos antes de começarmos a arrumar a bagunça. O negócio fora encerrado no próprio dia da inauguração. Varrendo a poeira, olhei para Mike e falei:
- Acho que Jimmy e os amigos dele estavam certos. Somos pobres. Quando falei isso meu pai já estava saindo.
- Garotos - falou -, vocês só serão pobres se desistirem. O mais importante é que fizeram alguma coisa. Muitas pessoas falam e sonham em ficar ricas.
Vocês fizeram alguma coisa. Estou muito orgulhoso de vocês. Repito.
Continuem. Não desistam.
Mike e eu ficamos quietos, calados. Eram palavras simpáticas, mas nós ainda não sabíamos o que fazer.
- Então por que você não é rico, papai? - perguntei.
- Porque resolvi ser professor. Os professores não estão muito preocupados em ficar ricos. Nós gostamos de ensinar. Gostaria de poder ajudar vocês, mas na verdade não sei como ganhar dinheiro.
Em inglês usa-se a mesma expressão para significar fazer e ganhar dinheiro,
make money. (N. T.)
Mike e eu voltamos à arrumação.
- E - falou meu pai -, se vocês querem aprender como enriquecer, não perguntem para mim. Falem com seu pai, Mike.
- Meu pai? - perguntou Mike surpreso.
- Sim, seu pai - repetiu papai com um sorriso. - Seu pai e eu temos conta no mesmo banco e o gerente está encantado com seu pai. Ele me disse várias vezes que seu pai é brilhante quando se trata de ganhar dinheiro.
- Meu pai? - repetiu Mike, incrédulo. - Então por que não temos uma casa bonita, um carrão como os garotos ricos da escola?
- Um carrão e uma casa bonita não querem necessariamente dizer que você é rico ou que tem muito dinheiro - respondeu papai. - O pai do Jimmy trabalha na usina. Ele não é muito diferente de mim. Ele trabalha para uma empresa e eu trabalho para o governo. A empresa compra o carro para ele. Se a usina tiver problemas financeiros, o pai do Jimmy pode acabar sem nada. Seu pai é diferente, Mike. Ele parece estar construindo um império e desconfio que em alguns anos ele será um homem muito rico.
Ao ouvir isso, Mike e eu nos empolgamos novamente. Mais dispostos, limpamos a confusão provocada por nosso defunto negócio. Enquanto limpávamos, fazíamos planos sobre quando e onde falar com o pai de Mike. O problema é que o pai de Mike trabalhava muito e, às vezes, chegava muito tarde em casa. Ele era dono de armazéns, de uma empresa de construção, de uma cadeia de lojas e de três restaurantes. Eram os restaurantes que o faziam voltar para casa tarde. Acabada a limpeza, Mike se despediu. Ele iria falar com seu pai à noite e perguntar se este queria nos ensinar a ficar ricos. Mike prometeu me ligar assim que tivesse uma resposta, mesmo que fosse tarde.

Às 20:30 tocou o telefone.
- OK - falei. - Sábado que vem - e desliguei. O pai de Mike concordara em conversar conosco.
Às 7:30 de sábado, peguei o ônibus para o lado pobre da cidade.
Começam as lições
"Vou pagar a vocês 10 centavos por hora".
Mesmo pêlos padrões de remuneração vigentes em 1956, era pouco. Michael e eu encontramos seu pai às 8:00 daquela manhã. Ele estava ocupado e trabalhando há mais de uma hora. Seu supervisor de construções Já estava saindo na caminhonete quando entrei naquele lar simples, pequeno, arrumado.
Mike me esperava na porta.
- Papai está no telefone, e ele falou para esperar na varanda dos fundos - disse
Mike ao abrir a porta.
O antigo assoalho de madeira chiou quando passei pela soleira da velha casa.
Do lado de fora havia um capacho simples escondendo os muitos anos de uso e os incontáveis passos que suportara. Apesar de limpo, precisava ser substituído.
Quando entrei na sala estreita senti claustrofobia. O cômodo estava mobiliado com móveis que hoje seriam objeto de colecionadores. Duas mulheres estavam sentadas no sofá, eram um pouco mais velhas do que a minha mãe. Em frente às mulheres estava um homem em trajes de trabalhador. Ele vestia calça e camisa caquis, bem passados, mas não engomados, e calçava botas de trabalho bem engraxadas. Deveria ser uns dez anos mais velho que papai; diria que tinha uns 45 anos. Eles sorriram quando Mike e eu passamos em direção à cozinha, de onde se saía para um pátio nos fundos. Timidamente devolvi o sorriso.
- Quem são eles? - perguntei.
- Ah, eles trabalham para papai. O mais velho dirige seus armazéns e as mulheres são gerentes dos restaurantes. E você já viu o supervisor das construções, que está trabalhando em um projeto rodoviário, a uns 80 quilômetros daqui. O outro supervisor, que cuida da construção das casas, saiu antes de você chegar.
- Isso acontece o tempo todo? - perguntei.
- Nem sempre, mas muitas vezes - disse Mike sorrindo enquanto puxava uma cadeira para sentar perto de mim.
- Perguntei ao papai se ele vai nos ensinar a ganhar dinheiro - disse Mike.
- E o que ele respondeu? - perguntei com cautelosa curiosidade.
- Bom primeiro me encarou com uma expressão engraçada, e então falou que iria nos fazer uma oferta.
- Oh - respondi balançado a cadeira para trás em direção à parede; a cadeira em que sentava se sustentava nos pés de trás. Mike fazia o mesmo.
- Você sabe o que ele vai nos oferecer? - perguntei.
- Não, mas a gente já vai descobrir.
De repente o pai de Mike passou pela porta de tela e pisou no alpendre. Mike e eu pulamos, ficando em pé não por respeito mas pelo susto que levamos.
- Prontos garotos? - perguntou o pai de Mike, puxando uma cadeira para sentar perto de nós.
Fizemos que sim com a cabeça e aproximamos as cadeiras. Ele era um homem grande, com cerca de 1,80 metro e 100 quilos. Meu pai era mais alto, pesava mais ou menos o mesmo e era cinco anos mais velho que o pai de Mike. Eles eram de certo modo parecidos, embora de origens étnicas diferentes. Talvez tivessem energias semelhantes.
- Mike falou que você quer aprender a ganhar dinheiro? E isso mesmo,
Robert?
Rapidamente assenti com a cabeça, não sem uma pequena sensação de intimidação. Senti muito poder por trás de suas palavras e de seu sorriso.
- Muito bem, eis a minha oferta. Vou ensinar a vocês, mas não como em uma sala de aula. Vocês trabalham para mim, eu ensino a vocês. Vocês não trabalham para mim, eu não ensino a vocês. Posso ensinar mais rápido se trabalharem, e não fico perdendo tempo se só ficarem sentados escutando, como fazem na escola. Esta é minha oferta. E pegar ou largar.
- Posso fazer uma pergunta... antes? - falei.
- Não. É pegar ou largar. Tenho trabalho demais para perder tempo. De qualquer modo, se você não puder se decidir logo, não vai aprender nunca a ganhar dinheiro. As oportunidades vêm e vão. Ser capaz de tomar decisões rápidas é uma habilidade importante. Você tem uma oportunidade que pediu.
As aulas começam em dez segundos - respondeu o pai de Mike com um sorriso incentivador.
- Topo - respondi.
- Topo - respondeu Mike.
- Bom - falou o pai de Mike -, a senhora Martin vai chegar daqui a dez minutos. Depois que eu conversar com ela, vocês a acompanham até minha lojinha e já podem começar. Vou lhes pagar 10 centavos por hora e vocês terão que trabalhar três horas todo sábado.
- Mas hoje tenho jogo de beisebol - falei.
O pai de Mike abaixou a voz e falou com seriedade.
- E pegar ou largar - disse.
- Topo - respondi, decidindo trabalhar em lugar de jogar beisebol.