sexta-feira, 7 de novembro de 2008

PESQUISA INEDITA

Como pensam os brasileiros
Um livro prova que, ao contrário do que propalam os esquerdistas, a elite nacional é o farol da modernidade
Ronaldo França
Alberto Carlos Almeida: entrevistas para mapear a ética e as concepções de país dos cidadãos de diferentes níveis.

A julgar pelo que se lê nos jornais e se ouve nas salas de aula das universidades, o Brasil conta com uma elite retrógrada, de valores quase medievais, empenhada em obter toda sorte de privilégios do estado e em explorar a massa trabalhadora. Essa elite seria tão daninha que qualquer movimento de protesto originado nela, como o "Cansei", já nasceria marcado pela ilegitimidade. Segundo os arautos desse ponto de vista, em posição antípoda estaria um povo de valores imaculados, dono de uma sabedoria e um senso de justiça naturais e pronto a redimir o país de séculos de iniqüidade. Basta um pouco de distanciamento para ver que se trata de um maniqueísmo tolo, típico da rasa cachola esquerdista brasileira. Elite é muito mais do que sinônimo de "rico". Como registram os dicionários, é uma palavra de origem francesa que significa "o que há de melhor numa sociedade ou grupo". Dela fazem parte profissionais liberais, cientistas, atletas, empresários, políticos (não todos, infelizmente). Só uma nação que conta com uma elite com iniciativa, energia criadora, conhecimento avançado e valores democráticos tem chance de desenvolver-se. É por meio de suas ações e de seu exemplo que o conjunto da população termina ascendendo também, tanto no plano educacional e cultural como no profissional. Isso está longe de ser teoria romântica. É fato verificável no bloco dos países que hoje compõem o clube dos desenvolvidos.
Ao deixar de lado os estereótipos falidos, é possível verificar que a realidade brasileira estampa feições que costumam passar despercebidas. Uma prova disso emerge da leitura de A Cabeça do Brasileiro (Record; 280 páginas; 42 reais), do sociólogo Alberto Carlos Almeida, que chega às livrarias nesta semana. O livro traz os resultados da Pesquisa Social Brasileira, um levantamento no qual se investigaram os principais valores presentes no cotidiano social, econômico e político nacional. Enfim, o que se pode denominar de "o pensamento do brasileiro". O que se tem ali é uma radiografia de nitidez impressionante, que afirma principalmente como o papel da elite na construção de um Brasil moderno é crucial. A parcela mais educada da população é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos. Se todas as pessoas em idade escolar estivessem em sala de aula hoje, a pleno vapor, o Brasil acordaria uma nação moderna no dia 1º de janeiro de 2025 – depois de um ciclo completo de educação. Os brasileiros passariam a ter baixíssima tolerância à corrupção e esperariam menos benesses de um estado protetor. Funcionários públicos ineficientes e aproveitadores seriam uma raça em extinção. Os cidadãos lutariam mais por seu futuro, em vez de se entregar distraidamente à loteria do destino. Nesse país, as pessoas de qualquer credo ou classe social se veriam como portadoras de direitos iguais. As diferenças sexuais seriam mais respeitadas. Provavelmente pouquíssimos endossariam a frase estampada no alto da página 87 – "Se alguém é eleito para um cargo público, deve usá-lo em benefício próprio".
A Pesquisa Social Brasileira foi realizada pelo instituto DataUff (Universidade Federal Fluminense) e financiada pela Fundação Ford. Foram ouvidas 2.363 pessoas, em 102 municípios. Coordenador do trabalho, Almeida optou pela mesma metodologia utilizada pela General Social Survey, a maior pesquisa social dos Estados Unidos, realizada a cada dois anos, desde 1972, pela Universidade de Chicago. O levantamento expressa a opinião dos brasileiros sobre diversos temas. Não pretende, é importante ressaltar, revelar como agem. A pesquisa é sobretudo a respeito da ética nacional ou das várias éticas que convivem no interior do país. Pegue-se o exemplo do "jeitinho". A maioria esmagadora da população já lançou mão dele para resolver problemas. De acordo com Almeida, essa parcela equivale a dois terços da população. Mas ele não é aprovado na mesma proporção quando se leva em conta o grau de escolaridade. O "jeitinho" é chancelado como algo válido por quase 60% dos analfabetos. Entre os que têm nível superior, porém, esse índice cai praticamente à metade. Essas discrepâncias também se revelam grandes quanto a outros temas. No universo dos que têm pouca ou nenhuma educação, a taxa dos que aprovam a violência policial oscila entre 40% e 50%. Já a dos que a desaprovam entre os mais escolarizados chega a 86%.
A pesquisa se ocupou, ainda, de um aspecto bastante danoso da vida nacional, o patrimonialismo. Ele não é uma invenção brasileira, como os impostos provisórios eternos. Quem melhor o investigou foi o sociólogo alemão Max Weber, que inspirou gerações de estudiosos. No Brasil, surgiu como forma de organização social no século XVI, com as grandes concessões de terra, as capitanias hereditárias. E por aqui fincou raízes fortes. Uma das conseqüências do patrimonialismo é a confusão entre o público e o privado. A pesquisa de Almeida mediu-a por meio da frase "Cada um deve cuidar somente do que é seu, e o governo cuida do que é público". Ela obteve a concordância de 74% dos que foram ouvidos. Quando se analisa esse mesmo dado à luz da escolaridade, contudo, vê-se a falta que a sala de aula faz. No universo dos analfabetos, 80% não conseguem enxergar o papel do cidadão no cuidado com a coisa pública. Entre os que têm nível superior, o porcentual diminui para 53%.
"Hoje, a maioria dos brasileiros ainda tem baixa escolarização e, portanto, uma visão mais arcaica da sociedade", afirma Almeida. "Mas é evidente que a educação tornará majoritária no país a parcela da população que tem uma visão mais moderna. O processo é irreversível." A divisão entre arcaico e moderno, embora em desuso por boa parte dos cientistas sociais, é a que define com mais clareza o abismo entre as duas visões de mundo. Para verificar a profundidade dessas diferenças, o autor de A Cabeça do Brasileiro não recorreu a nenhum expediente extraordinário. Apenas aferiu, por meio de perguntas, a indulgência com situações cotidianas. Sua pesquisa tem o poder de iluminar os principais aspectos da vida nacional. Os dados obtidos reforçam o que o imperador dom Pedro II já sabia: sem um esforço para universalizar a educação, a sociedade brasileira continuará patinando material e moralmente. Como nota Almeida, num país mais escolarizado a cena de um Severino Cavalcanti sentado na cadeira de presidente da Câmara dos Deputados nunca teria ocorrido. "Os eleitores de Severino, em sua maioria de baixa escolaridade e residentes em cidades pequenas do interior do Nordeste, tendem a não condenar o comportamento desse político, que defendia abertamente a contratação de parentes", constata o autor.
A corrupção, essa praga tão destruidora quanto a saúva o era nos tempos do ciclo do café, tem o beneplácito da maioria dos iletrados. Isso ficou claro quando se colocou a seguinte pergunta: "Como considerar a atitude do funcionário público que ajuda uma empresa a ganhar um contrato no governo e depois recebe dela um presente de Natal?". Para 80% dos que não sabem ler ou escrever, isso é apenas um "favor" ou um "jeitinho". Para 72% dos que concluíram a universidade, é corrupção e ponto final. Voltando à frase do segundo parágrafo desta reportagem, entre os analfabetos 40% acham que uma pessoa eleita para um cargo público deve usá-lo em benefício próprio. Dos que atravessaram todo o ensino superior, somente 3% pensam assim. O mesmo contraste é percebido quando o tema é a intervenção do estado na economia. Incríveis 90% dos analfabetos acham que o governo deve socorrer empresas em dificuldades. Entre os que têm nível superior, apenas 27% concordam inteiramente com isso e 37% aceitam a atitude em alguns casos. Ainda mais preocupante é a proporção de iletrados que apóiam a censura governamental. Para quase 60% deles, "programas de TV que fazem críticas ao governo devem ser proibidos", contra somente 8% dos que exibem nível superior. Dá para ver de onde os partidários da tentação autoritária tiram seu entusiasmo liberticida.
Um capítulo delicado do livro é o que trata da percepção dos brasileiros em relação à cor da pele. O autor pediu aos entrevistados que atribuíssem qualidades ou defeitos a homens brancos, negros e pardos retratados em fotografias. Aos brancos foram atribuídas mais qualidades positivas, como inteligência, honestidade e modos educados. Os negros ficaram em segundo lugar. Quanto aos pardos, além de ficar atrás no que se refere aos aspectos positivos, eles são mais relacionados a características negativas (veja quadro). Com base nesses dados e em cruzamentos mais específicos, como o que relaciona a cor da pele a profissões de maior ou menor prestígio, com vantagem para os brancos, Almeida refuta a tese de que um dos maiores problemas brasileiros é o preconceito social, e não o racial. Mas talvez seja o contrário: pardos e negros são percebidos de modo mais negativo justamente por continuar a figurar em maior número, por causa de circunstâncias históricas, na base da pirâmide social, onde as oportunidades são menores e a marginalidade é maior. Seja como for, a pesquisa funciona como combustível para uma discussão que precisa continuar. "A pesquisa que compõe A Cabeça do Brasileiro é algo monumental. Tem o mérito de testar quantitativamente tudo o que nós estudamos. Nunca foi feito algo parecido", diz o antropólogo Roberto DaMatta. É também por meio de trabalhos como esse, com conclusões que fogem aos lugares-comuns e apontam na direção da necessidade de universalizar a educação e acelerar a marcha rumo à modernidade – o que significa uma ampliação da classe média, ou seja, da elite –, que talvez um dia o país possa deixar de caber na seguinte descrição do escritor Paulo Mendes Campos: "Imaginemos um ser humano monstruoso que tivesse a metade da cabeça tomada por um tumor, mas o cérebro funcionando bem; um pulmão sadio, o outro comido pela tísica; um braço ressequido, o outro vigoroso; uma orelha lesada, a outra perfeita; o estômago em ótimas condições, o intestino carcomido de vermes. Esse monstro é o Brasil: falta-lhe alarmantemente o mínimo de uniformidade social

IRMANDADE VIRA DOR DE CABEÇA PARA SADC


Crise zimbabweana: RAS endurece posição 2008/11/07
A África do do Sul vai tomar uma posição mais dura no caso do Zimbabwe na cimeira de domingo próximo, para acabar com o impasse nas negociações para a formação de um governo de unidade nacional, anunciou ontem Themba Maseko, porta-voz do Governo.

`Isto está a tornar-se num assunto de extrema preocupação para nós e, por isso, vamos tomar uma posição muito dura para garantir que seja alcançado um acordo´, disse Maseko, que falava durante uma conferência de Imprensa em Pretória. Esta manifestação de impaciência do
Executivo da África do Sul contrasta com o estilo do antigo presidente Thabo Mbeki e principal mediador para a crise do Zimbabwe, cuja `diplomacia silenciosa´ acabou por lhe valer fortes críticas a nível internacional. `Nós acreditamos que a África do Sul e a região não podem continuar a ser reféns de três partidos que estão a fracassar a alcançar um acordo devido à distribuição das pastas ministeriais´, referiu.A formação de um governo de unidade nacional é considerada como sendo de importância vital para travar o colapso económico no Zimbabwe, onde a inflação já atingiu cerca de 231 milhões por cento, de acordo com dados oficiais.
Segundo Maseko, o fracasso das partes de chegarem a um acordo é algo que está a tornar-se no principal obstáculo para a estabilidade que a região da África Austral deseja. `De facto, estamos a tomar uma posição mais firme como Governo para que as partes entendam a urgência de chegar a um acordo´, explicou, acrescentando que `agora, o Executivo (sul-africano) é de opinião que os chefes de Estado devem tomar medidas urgentes para garantir que seja alcançada uma solução política´. No próximo domingo, os 15 países-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vão realizar uma reunião de emergência na África do Sul à busca de uma solução pacífica para a crise que se instalou no Zimbabwe. Esta reunião surge devido ao fracasso de uma reunião da `troika´ da SADC realizada no mês passado em Harare. A 15 de Setembro último, o Presidente Robert Mugabe e os líderes do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, e da facção dissidente deste movimento, Arthur Mutambara, rubricaram um acordo para a formação de um governo de unidade nacional. Porém, até agora regista-se um impasse devido à disputa dos ministérios mais importantes, entre os quais se destaca o da Administração Interna.
fonte: Notícias

MAU ESCOLHE DE CANDIDATO FRUSTRA ELEITORES NA BEIRA


Eleicões Autárquicas - Pancadaria na Beira2008/11/07
Apoiantes dos candidatos independente ao município da Beira, Daviz Simango, e da Renamo, Manuel Pereira, envolveram- se na manhã de ontem em escaramuças no bairro de Muave, arredores da capital provincial de Sofala, tendo resultado em pelo menos dois feridos ligeiros, para além de escoriações em várias outras pessoas.

Entretanto, informações disponíveis apontam ainda que o Partido Independente de Moçambique (PIMO), que concorre apenas para a Assembleia Municipal local, saiu ontem pela primeira vez à rua, tendo escolhido o bairro do Esturro para `namorar´ o eleitorado.A rixa entre os manifestantes aconteceu exactamente num entroncamento da zona de Muave quando as duas caravanas se cruzaram. Interpelado pelos jornalistas, o concorrente da `perdiz´ indicou que tudo começou depois da troca de palavrões entre os apoiantes dos dois lados.Explicou que no meio disto tudo, um dos apoiantes do seu opositor que se fazia transportar numa motorizada teria atropelado intencionalmente duas apoiantes da Renamo.O facto chegou mesmo a provocar alguma ira nos apoiantes de normal Pereira que depois espancaram o visado. Como se não bastasse, momentos depois, os `motoqueiros´ apoiantes de Daviz Simango juntaram-se à cena, reagindo em defesa do jovem agredido, o que veio a perturbar a ordem e tranquilidade públicas.
Até ao fecho desta reportagem, o Comando Provincial da PRM em Sofala ainda não tinha conhecimento deste incidente, mas observamos no terreno que o jovem tido como mentor desta confusão teria sido conduzido ao posto da corporação policial mais próximo de Muave.Entretanto, a Frelimo e o seu candidato, Lourenço Bulha, continuaram com a campanha porta-a-porta durante a manhã, tendo escalado os bairros da Ponta-Gêa, concretamente a zona do Goto, e Chota. À tarde realizou um comício no bairro de Nhaconjo, para além de ter reunido com membros influentes da zona de Inhamízua, directores e adjuntos pedagógicos da Educação a nível daquela urbe.O PDD também priorizou o contacto interpessoal na zona de Miquejo, sendo que o candidato a edil da Beira, António Chico Romão, destacou na sua mensagem a expansão das redes escolar e sanitária e o abastecimento de água potável. A promoção do associativismo constitui outra aposta daquele candidato que continua a desfilar sem seu material de propaganda, exibindo apenas equipamento com a cara do seu líder, Raul
Domingos.Relativamente ao segundo candidato independente apoiado pelo Grupo de Desenvolvimento da Beira (GDB), Filipe Alfredo, soubemos que apenas poderá sair à rua hoje, depois de ter recebido ontem parte do material para a campanha eleitoral, sobretudo camisetes.
fonte: Notícias

NOVAS ESTRATEGIAS DOS POLITICOS

Jornal britânico analisa possibilidade de 'Obama inglês'
Agência ANSA

LONDRES - A eleição do senador negro Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos gerou na Grã-Bretanha a busca a um candidato negro ou de outras minorias étnicas para governar o país.
O The Guardian lançou a campanha com um artigo intitulado 'Veremos alguma vez um Obama britânico?', no qual indica que os políticos das minorias étnicas da Grã-Bretanha não sabem se o país irá seguir ou não o exemplo dos Estados Unidos.
- A eleição de Barack Obama abriu um debate entre as minorias da Grã-Bretanha sobre a possibilidade de seguirmos o exemplo dos Estados Unidos e elegermos um premier negro ou asiático. As opiniões estão divididas - escreveu o jornal londrino.
Para alguns políticos consultados pelo The Guardian, um premier britânico negro ou de uma etnia minoritária 'será possível em uma ou duas gerações', enquanto outros opinam que isso 'nunca acontecerá'.
Ontem, a Sociedade Fabiana de Londres, entidade progressista, declarou que o número de candidatos negros ou de origem asiática poderá aumentar nas próximas eleições de 2010.
O Partido Trabalhista, atualmente no poder, têm 13 candidatos de minorias étnicas, entre eles Chuka Umunna, um político de 30 anos de origem nigeriana, quem poderia se tornar o 'Obama inglês'.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

PAI RICO, PAI POBRE/ SÉRIE 1

INTRODUÇÃO

Há uma necessidade
A escola prepara as crianças para o mundo real? "Estude com afinco, tire boas notas e você encontrará um bom emprego com um salário alto", costumavam falar meus pais. O objetivo deles na vida era oferecer instrução superior para mim e para minha irmã mais velha, de modo que no futuro tivéssemos maiores oportunidades de sucesso. Quando finalmente me formei em 1976 – com destaque, pois fui um dos primeiros lugares da turma no curso de contabilidade da Florida State University, meus pais finalmente atingiram seu objetivo. De acordo com o "Plano Diretor", fui contratada por um dos "Oito Grandes" escritórios de contabilidade e imaginava à minha frente uma longa carreira e uma aposentadoria enquanto ainda fosse jovem. Meu marido,
Michael, seguiu um percurso semelhante. Ambos viemos de famílias trabalhadoras, de recursos modestos, mas com uma forte ética em relação ao trabalho. Michael também se formou com louvor, e ele o fez duas vezes: primeiro em engenharia e depois em direito. Rapidamente foi contratado por um prestigioso escritório de advocacia em Washington, D.C., especializado em patentes. Seu futuro parecia brilhante, com uma trajetória profissional bem definida e uma aposentadoria precoce garantida.
Embora nossas carreiras tenham sido bem-sucedidas, elas não foram exatamente o que esperávamos. Ambos mudamos de emprego várias vezes, pelas razões certas. Contudo, não há planos de pensão garantidos: nossos fundos de aposentadoria só aumentam em função de nossas contribuições individuais.
Michael e eu somos muitos felizes no casamento e temos três filhos maravilhosos. Enquanto escrevo este livro, dois deles já estão na faculdade e o terceiro está começando o segundo grau. Gastamos uma fortuna para assegurar-nos de que nossos filhos estão recebendo a melhor formação possível.
Um dia, em 1996, um dos meus filhos chegou em casa decepcionado com a escola. Estava aborrecido e cansado de estudar.
- Por que tenho que perder tempo estudando coisas que nunca aplicarei na vida real? - protestou. Sem pensar, respondi:
- Porque se você não tiver boas notas, você não vai entrar na faculdade.
- Mesmo que não entre na faculdade - replicou - vou ficar rico.
- Se você não se formar, não vai conseguir um bom emprego - respondi com uma ponta de pânico e preocupação maternal. - E se você não tiver um bom emprego, como é que você pode ficar rico?
Meu filho deu um sorrisinho forçado e balançou a cabeça. Já tínhamos levado este papo várias vezes. Ele abaixou a cabeça e desviou o olhar. Minhas palavras cheias de sabedoria materna caíam novamente em ouvidos surdos.
Embora esperto e determinado, ele sempre se mostrou um garoto bem-educado e respeitador.
- Mãe! - começou. Era minha vez de ouvir um sermão. - Caia na real! Olhe o que está acontecendo. As pessoas mais ricas não ficaram ricas por causa do estudo. Veja o Michael Jordan e a Madonna. Até o Bill Gates largou Harvard para fundar a Microsoft, e ainda tem pouco mais de trinta anos. Há um arremessador de beisebol que ganha mais de US$4 milhões embora digam que é "desafiado mentalmente".*
/* Terminologia politicamente correta para o que se costumava chamar de
"débil mental". (N. T.)/
Seguiu-se um prolongado silêncio. Percebi que estava dando a meu filho os mesmos conselhos que meus pais tinham me dado. O mundo havia mudado, mas os conselhos continuavam os mesmos. Boa formação e notas altas não são mais suficientes para garantir o sucesso e ninguém parece ter se dado conta, a não ser nossos filhos.
- Mãe - continuou ele -, não quero trabalhar tanto como você e o papai. Vocês ganham muito dinheiro, moramos numa casa grande e temos muitos brinquedos. Se seguir seu conselho vou acabar como vocês, trabalhando demais só para pagar mais impostos e me endividar. Não há mais segurança no emprego; já sei tudo a respeito de downsizing e de rightsizing.** Também sei que o pessoal que se forma na universidade não está ganhando tanto quanto antigamente. Sei que não posso depender da seguridade social ou dos fundos de pensão da empresa para aposentar-me. Preciso de novas respostas.
/** Nova corrente administrativa que sugere às empresas não meramente
"enxugar" o número de seus empregados, mas sim manter o número necessário às suas atividades. (N. T.)/
Ele estava certo. Ele precisava de novas respostas e eu também. O conselho de meus pais pode ter funcionado para as pessoas que nasceram antes de 1945, mas pode ser um desastre para os que nasceram em um mundo em rápida transformação. Não basta dizer para meus filhos "Vá para a escola, tire boas notas e procure um emprego tranqüilo e seguro".
Eu sabia que tinha que procurar novas formas de orientar a educação de meus filhos.
Como mãe e contadora, preocupava-me com a falta de instrução financeira nas escolas que nossos filhos freqüentam. Muitos dos jovens de hoje têm cartão de crédito antes de concluir o segundo grau e, todavia, nunca tiveram aulas sobre dinheiro e a maneira de investi-lo, para não falar da compreensão do impacto dos juros compostos sobre os cartões de crédito. Simplesmente, são analfabetos financeiros e, sem o conhecimento de como o dinheiro funciona, eles não estão preparados para enfrentar o mundo que os espera, um mundo que dá mais ênfase à despesa do que à poupança.
Quando meu filho mais velho ficou totalmente endividado no cartão de crédito, no primeiro ano da faculdade, eu o ajudei a rasgar os cartões e comecei a procurar um programa que me ajudasse a educar meus filhos em termos de questões financeiras.
No ano passado, meu marido ligou do escritório: "Encontrei alguém que pode ajudar você", disse ele. "Seu nome é Robert Kiyosaki. Ele é empresário e investidor e está aqui para patentear um produto educacional. Penso que é o que você estava procurando."
Justamente o que eu estava procurando
Meu marido, Mike, ficou tão impressionado com CASHFLOW, o novo produto educacional que Robert Kiyosaki estava desenvolvendo, que conseguiu que nós participássemos de um teste do protótipo. Como se tratava de um produto educacional, perguntei também a minha filha de dezenove anos, caloura da universidade local, se ela gostaria de participar do teste e ela concordou. Cerca de quinze pessoas, divididas em três grupos, participaram do teste.

COMO USAR AS EMOÇÕES A NOSSO FAVOR


O Q.E. (Quociente Emocional) pode ser desenvolvido e estimulado, ao contrário do Q.I (Quociente de Inteligência). O problema é que sempre mediram nosso Q.I., deixando de lado o aspecto emocional.
Segundo o Dr. Hendrie Weisinger nossa inteligência emocional pode ser desenvolvida, principalmente, por estes três meios: 01. Amplie sua autoconsciência. Procure perceber o modo como você faz suas ponderações e avaliações, sua atuação em relação aos colegas de trabalho ou atendimento a seus clientes. Basicamente, procure prestar atenção em seus atos e sentimentos, lembre-se que a percepção que os outros têm de nós é muito diferente de nossa autopercepção, ou seja, a forma que nos vemos é, completamente, diferente da que forma com que os outros nos vêem.
Um exemplo é a velha história da fita de vídeo ou da fotografia. É incrível a quantidade de pessoas que não se reconhecem ou que acreditam não serem fotogênicas. Para ampliar a autoconsciência é preciso realizar autocríticas regularmente, mas de uma maneira ordenada. Escreva no papel as percepções que tem de si mesmo e pergunte a alguém em que você confie e que admire se a forma como os outros lhe vêem não é muito diferente da forma como você se vê. É um exercício bastante enriquecedor, vale a pena experimentar, mas esteja aberto a críticas e sugestões. O feedback é sempre um presente. 02. Controle suas emoções. Procure redirecionar sua energia emocional para buscar resultados positivos em todas as suas situações de vida.
Pratique exercícios como desenvolver diálogos internos mais construtivos, procurar tornar um hábito ser um bom “solucionador de problemas”.
Controle sua excitação, pois o corpo fala e pode demonstrar raiva, ansiedade, desânimo, desinteresse e uma série de atos que podem prejudicá-lo.

Faça do entusiasmo e bom humor grandes aliados em seus combates diários. Neste ponto vai ficar claro que você pode ser seu melhor amigo, bem como seu maior inimigo.

Saiba que um pensamento é apenas um pensamento, o qual pode ser modificado e que emoções como ressentimento, excesso de críticas e culpa de forma exagerada são muito prejudiciais a sua carreira.
Lembre-se que a vida é feita por relacionamentos e são suas emoções que os regem. Aprender a controlar e, principalmente, a gerir suas emoções é um enorme diferencial neste novo mundo competitivo. O verdadeiro poder está na capacidade de amar a si mesmo, bem como saber distribuir e compartilhar este amor.
A vida é relativamente simples, mas o ser humano é extremamente complexo. 03. Aprenda a se automotivar. Ainda segundo o Dr. Hendrie, temos quatro grandes fontes de automotivação. São elas:
• Você mesmo com suas crenças e atitudes. Você é exatamente aquilo que pensa que é. A frase “não sou bom o bastante” não deve fazer parte do seu vocabulário. Todos nós somos dotados de uma capacidade enorme de aprender, aliás, o aprendizado, o conhecimento é o que nos diferencia dos outros animais. O problema é que pensamos que sabemos muito e fazemos muito pouco, ou como diz a consultora Inês Cozzo “saber e não fazer, é ainda não saber.” Mais do que motivação o que existe é automotivação, porque você só faz se você quiser, se houver comprometimento. Atitudes podem ser mudadas, mas nunca esqueça que são elas que lhe fazem feliz ou infeliz, realizado ou fracassado, tudo é uma questão de escolha e ninguém pode ou deve escolher por você.
• Pessoas a sua volta. Busque apoio e incentivo em amigos e parentes. Fuja dos pessimistas de plantão, eles estão bem próximos dizendo o quanto tudo está errado, porém fazem pouco para mudar a situação. Muitos pessimistas se auto-rotulam de realistas, mas na verdade o novo e o desconhecido os amedrontam. Seja seletivo em relação a suas amizades, o que não quer dizer, que você deve ser preconceituoso, mas sim que deve procurar ter em sua equipe pessoas positivas, de alto astral e que iluminem o ambiente. Nos momentos de crise, elas fazem a diferença, são mais dispostas a enfrentar novos desafios e tendem a ter melhores resultados.
• Mentor emocional. Tenha uma figura-modelo real ou fictício, alguém que realmente lhe inspire. Afinal, todos temos momentos de desânimo, apatia, aquela sensação de que nada vai dar certo. Pense em alguém que você admira, seja um ente querido, um grande atleta ou empresário. Você acha que foi fácil para ele? Não. Houve crises, fracassos, derrotas. A diferença: eles souberam levantar, compreenderam que a adversidade faz parte da vida e não pode ser evitada, mas sim compreendida. Use esses exemplos de vida como parâmetros, se eles conseguiram, por que você não pode conseguir também?
• Ambiente e instalações. Transforme o seu local de trabalho em algo alegre e agradável. Fatores como o ar, iluminação, cores e decoração fazem parte dos “detalhes” que nos levam ao sucesso. No seu local de trabalho evite cores escuras, use cores alegres, sempre que puder mude o ambiente físico com uma nova decoração, troque os móveis de lugar, muitas vezes nem é preciso muito investimento para mudar. Nesse aspecto, as mulheres são campeãs. Pergunto: quantas vezes sua mulher fez você mudar a estante e o sofá da sala somente para mudar um pouco o ambiente? Elas são eternas insatisfeitas, o que é muito bom, pois é assim que se muda o mundo. Lembre-se: onde se ganha o pão, o solo é sagrado. Transforme o seu local de trabalho em um refúgio aconchegante, um lugar agradável, ideal para se buscar inspiração.

A inteligência emocional é algo que pode ser aprendida e aperfeiçoada, pois quando estamos motivados enfrentamos crises e obstáculos com muito mais coragem e determinação, somos mais criativos e propensos a levar nossas ações até um bom e feliz fim.
Por: Raide Namuali

África e o Século XXI

O mito é quebrado, quem acha que o negro não é capaz se engana. Sempre tenho falado na minha Faculdade que não se pode confundir a falta de oportunidade com burrice.
Ser burro é estar dentro de uma oportunidade e não aproveitar nada dela.
Falta de oportunidade é viver num lugar onde as oportunidades passam longe de si.
A primeira fase da história do século XXI na elovução da sociedade em particular para nós africanos começou com o ex-secretário das Nações Unidas Kofi Nna ele foi uma estrela naquela organização trabalhou 2 mandatos isso não é coisa facil ser reeleito para organização do tamanho da ONU. Esse empenho de Kofi Nna deu muita esperança ao mundo, fez compreender que a ideologia de que o negro não é competente começou a sair na cabeça das pessoas.
Consolidada a essa versão no dia 05/11/2008 nos EUA fez sentir o fim do mito "negro não é inteligente" Barack Obama eleito como primeiro presidente afro-americano em uma eleição muito disputada com aparecimento massivo dos eleitores já visto ha mais de 100 anos e venda de comerciais histórica dos EUA.
Obama fez uma campanha com inteligencia, sabedoria, modestia, humildade e equilíbrio emocional em representação do povo americano e a raça negra, homem sério de grande arte de comunicação. Parabens Barack Obama.
Africanos e negros de todo mundo, o século XXI é século da prosperidade é melhor aproveitarmos para que evitemos os erros do passado, não temos heranças,mas temos que acreditar que é possível construir uma sociedade melhor e cheia de prosperidade.