quarta-feira, 15 de outubro de 2008

MOÇAMBIQUE LONGE DE ALFABETIZAR AS MÃES


Moçambique tem seis milhões de mulheres analfabetas 2008/10/15
Seis milhões de mulheres rurais são analfabetas, em Moçambique.Esta e outras constatações levam esta camada social a exigir que o Governo reforce os programas de educação e de formação da mulher rural e a coloque no centro da Revolução Verde.

Reunidas em Maputo, as mulheres discutem o plano e a estratégia de acção do Fórum Moçambicano da Mulher Rural.Uma plataforma que vai permitir a esta camada social interacção e estabelecimento de uma relação com o Governo, sociedade civil e outros actores de desenvolvimento.Tudo na tentativa de minimizar os inúmeros problemas que esta camada social enfrenta, entre os quais o baixo nível salarial, excesso de trabalho e mais deveres que direitos.A Província de Maputo é uma das mais afectadas pela seca este ano. Por exemplo, no distrito de Boane, em Maputo, não chove desde o início do ano.As mulheres desistiram de ir para as machambas.De acordo com as estatísticas, 65 a 70% da população vive nas zonas rurais. Deste número 7,1 milhões são mulheres, das quais 6,1 milhões são analfabetas, O Distrito da Manhiça, é disso exemploA violência doméstica, o acesso às tecnologias de produção e maior participação nos Conselhos Consultivos locais, fazem parte do rol de preocupações.Esta quarta-feira comemora-se o Dia Mundial da Mulher Rural.Em Moçambique as mulheres rurais vão aproveitar a ocasião para entregar ao Governo uma declaração, na qual apontam as suas preocupações e apelam a uma melhoria das suas condições de vida e de trabalho.
fonte: IMENIS

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

FATORES CRITICOS DE SUCESSO



Introdução

Na sociedade de hoje, o banco de conhecimentos de uma instituição se torna rapidamente sua única vantagem competitiva sustentável. Como tal, esse recurso deve ser desenvolvido por meio de metodologias, cultivado e compartilhado por todos os membros da instituição.

Até recentemente, as empresas podiam alcançar sucesso por meio do conhecimento individual de alguns poucos ocupantes de posições estratégicas. No entanto, quando concorrentes prometem mais conhecimento como parte de seus serviços, a competição termina. Por quê? Porque o conhecimento organizacional não substitui, mas sim complementa o conhecimento individual, tornando-o mais forte e mais abrangente. Portanto, a utilização plena do banco de conhecimentos de uma instituição, por meio de metodologias combinadas com as idéias, com as inovações, com os pensamentos, com as competências e com as habilidades individuais, capacitará a empresa a competir mais eficazmente no futuro.
Hoje, poucos duvidam de que o conhecimento tenha um imenso valor. Os insights de um analista de investimentos sênior a respeito de como fazer dinheiro, por exemplo, podem nunca aparecer no balanço da empresa, mas têm um valor óbvio. Caso ele vá para uma outra empresa, esse conhecimento irá junto com ele. Por isso, é fundamental o estudo de metodologias para todas as empresas que pretendam ser competitivas no mundo dos negócios de hoje. Entender os fatores críticos de sucesso, compartilhar conhecimento e metodologias tornaram-se enormes desafios.
Neste contexto é necessário uma metodologia para formulação de um plano estratégico, diferenciando os conceitos visão / missão, destacando questões-chave para o estudo e desenvolvimento de cenários de uma organização.

Fcs

Em um mercado competitivo, existem algumas áreas em que as empresas devem caminhar com precisão para prosperar. Tais fatores devem ser medidos quantitativamente e qualitativamente para se ter uma visão do estado da empresa e o nível de penetração em seu mercado, gerando relatórios que serão úteis no balizamento e definição das estratégias presentes e futuras - se bem utilizados.

São fatores de sucesso de uma empresa:

-controle de custos e de produção;
-equipamento e a tecnologia;
-quantidade de pessoal;
-escolha de fornecedores;
-capital;
-qualidade da gerência;
-posição geográfica;
-conhecimento da concorrência;
-linha de produtos;
-promoções;
-imagem: clientes, governo, comunidade...

Medição básica

Uma empresa, para melhor competir, deve ter uma boa imagem financeira no mercado. Esse é um fator crítico de sucesso que poderá ser medido com um índice preço/receita, capaz de retratar os ganhos obtidos e a solidez das operações realizadas. Já o índice pedidos/respostas pode espelhar a reputação tecnológica da empresa junto aos clientes.
Visão

Frente ao objeto do negócio, a empresa pode posicionar-se em sentido amplo ou restrito.

A concentração única e exclusiva no produto é denominada visão míope, visto que o negócio está posicionado de uma maneira restrita, o que acarreta negligência ao cliente. Empresas que se posicionam em relação às demandas ambientais, adotando a definição ampla de negócio, com o produto passando a ser um dos meios de satisfazer os desejos e as necessidades de seus clientes, são aquelas que possuem visão ampla.
Para atender o primeiro objetivo do planejamento, é preciso foco na questão: qual é nosso negócio? A resposta a essa pergunta não pode ser precipitada, focada apenas no produto ou no serviço. Deve ser ampla. Deve permitir uma maior amplitude de alternativas em relação às oportunidades e às ameaças do meio ambiente.

Novas questões devem ser respondidas:

-qual será o negócio?
-qual deveria ser o negócio?

Em relação à primeira, Peter Drucker aponta que o que se pretende alcançar é uma adaptação às mudanças previstas. Na segunda, se vislumbra um novo horizonte. O objetivo é modificar, ampliar e desenvolver a possibilidade de repensar processos, valores e objetivos. Daí surge a abertura/criação de novas oportunidades.

Visão da empresa

Visão estratégica é aquela que detecta os sinais de mudança, identificando oportunidades e ameaças, e direciona os esforços, inspirando, animando o propósito em ação, transformando-o em fato concreto.

O conceito de visão para a empresa significa a explicitação do que se idealiza para a organização. A visão envolve desejos, aonde queremos chegar, compreendendo temas como valores, vontade, sonhos e ambição.
A visão estratégica, via de regra, parte do líder e, em seguida, é compartilhada por todos os colaboradores da organização por meio de um processo participativo de discussão. A visão compartilhada do futuro recomenda as medidas a serem adotadas e permite a distinção entre o que é melhor e o que vale a pena desejar conseguir.
Nesse processo, o comprometimento é fundamental. Só assim torna-se possível mobilizar a organização no sentido de aceitar e apoiar a nova visão e fazê-la acontecer.

Elementos-chave

A visão estratégica é algo que pode ser concebido como um cenário, uma intuição, um sonho ou uma vivência, que está acima dos objetivos específicos de uma empresa e que lhe serve de guia.

Ter visão não significa conhecer tendências ou desdobramentos da realidade, significa ver o que ainda não existe.

A visão estratégica é aquela que detecta os sinais de mudança, identificando oportunidades e ameaças, e direciona os esforços, inspirando, animando e transformando o propósito em ação, em fato concreto. Nesse sentido, são elementos-chave da visão estratégica:

1-mobilização de sentimentos e emoções, no sentido de atender a necessidades e a expectativas;
2-definição do que se pretende atingir e que representa algo que valha a pena ir em busca.

PLANEJAMENTO ESTRATEGICO

Função que determina um meio sistemático para a tomada de decisões, garantindo o sucesso da empresa em seu ambiente atual e futuro. Processo dinâmico, por meio do qual se define o caminho que a empresa deverá trilhar analisando seu ambiente em sintonia com sua razão de existir e construindo seu futuro.

Quanto à tomada de decisões, Peter Drucker ressalta que o planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas a implicações futuras de decisões presentes. Assim, um dos problemas enfrentados pelo executivo que toma decisões não é o que sua empresa deve fazer no futuro, mas sim o que deve fazer hoje para a empresa estar preparada para as incertezas do futuro.

Fases do controle estratégico

Para que uma empresa possa efetuar de maneira adequada a função de controle estratégico, são necessárias três fases.
Fase 1
Estabelecer padrões de medida e avaliação, decorrentes dos objetivos, desafios, estratégias e políticas. Os padrões são a base para a comparação dos resultados desejados.

Fase 2
Medida dos desempenhos apresentados, estabelecendo o que medir e como medir, mediante critérios de quantidade, qualidade, responsáveis e tempo, integrando e padronizando critérios de medição de desempenho para não prejudicar a função de controle estratégico.

Fase 3
Comparação do realizado com o esperado, visando adotar medidas corretivas e preventivas, que eliminar desvios, rever metas e reforçar os aspectos positivos.

Visão do negócio

Existem conceitos que funcionam como norte para o enfoque sistêmico da organização estratégica. Um deles é a definição do negócio de uma empresa, que visa determinar o âmbito de sua atuação.
Muitas vezes essa definição não é óbvia, demandando reflexão e análise. Várias empresas têm dificuldade para definir seu foco.
O posicionamento da empresa frente a seu negócio pode ser simplificado em dois sentidos: amplo e restrito. Quando a empresa posiciona seu negócio de maneira restrita, a tendência é a visão míope, negligenciando seu cliente e se concentrando em seu produto. O mesmo já não acontece quando a empresa se posiciona em relação às demandas ambientais, adotando a visão ampla do negócio, com o produto passando a ser um dos meios de satisfazer os desejos e as necessidades de seus clientes.

Segmentação do mercado e foco no cliente

Outro conjunto de variáveis-chave, que norteia o processo de administração estratégica, está relacionado a produtos, serviços e clientes.
Considerando o mercado como o conjunto de necessidades humanas que são satisfeitas mediante o acesso a produtos e/ou serviços, todos os negócios devem pressupor a segmentação do mercado.
Segmentação de mercado significa a existência de diversos públicos, cujas necessidades de produtos e serviços dependem de seu poder aquisitivo, da disposição de despender um esforço-preço e da capacidade oferecida de produção e distribuição desses bens e/ou serviços.
Existindo os consumidores, a comunicação mercadológica deve estimular a sua disposição de pagar um certo preço, para verem atendidas suas necessidades. As empresas constroem sistemas de monitoramento em diversas fases visando resultados e respostas do mercado através de:

-análise de mercado;
-pesquisa;
-planejamento;
-plano;
-programação;
-controle.

Antes de identificar a segmentação do mercado, a empresa deve identificar seu cliente-alvo.
Aquele que vai sinalizar a identidade da empresa. Esse foco é mais estratégico e pode ser visto como aqueles 20% de clientes que alavancam 80% de resultado para a empresa.

Elementos-chave

A visão estratégica é aquela que detecta os sinais de mudança, identificando oportunidades e ameaças, e direciona os esforços, inspirando, animando o propósito em ação e o transforma em fato concreto.

Os elementos-chave de uma visão devem mobilizar sentimentos e emoções, atender necessidades, expectativas e definindo o que atingir, compensando os esforços pela busca.

A visão dá significado ao trabalho das pessoas, convidando-as a serem simples e a se basearem em duas aspirações humanas básicas: a motivação e a qualidade.
A visão é um documento vivo, que pode ser modificado a qualquer momento, constituindo um ponto de partida para crescentes níveis de especificação.

Visões

O conceito de visão para a empresa significa a explicitação do ideal para a organização. Dependendo daquilo que é idealizado, surgem diferentes visões, que podem ser restritas ou amplas.

A visão envolve os desejos de onde se quer chegar, compreendendo temas como valores, vontades, sonhos e ambições. Uma vez definida pelo líder da empresa, vai se tornando participativa por meio da divulgação para todos os membros da organização.

RIQUEZA SEM FUNDAMENTO É O RESULTADO DA IMPUNIDADE


Vice- Ministro dos Transportes lava as mãos2008/10/09
O vice-ministro dos Transportes e Comunicação reconhece apenas que foi ouvido na PGR na qualidade de declarante no processo 773/PRC/07 relacionado com desvio de fundos no Comando Geral da Polícia.

Ernesto Ausgusto, vice-ministro dos Transportes e comunicações, distancia-se de Almerino Manhenje no alegado plano que culminou com o desvio de 220 milhões de meticais dos cofres do Ministério do Interior(MINT). Porém Augusto confirmou, sem detalhar, que em Janeiro deste ano, foi ouvido pela Procuradoria da República da cidade de Maputo na qualidade de declarante no processo 773/PRC/07, relacionado com um desvio de fundos no Comando Geral da Polícia.Este processo tem 13 arguidos ainda em liberdade, com destaque para vários Generais da Polícia. O SAVANA sabe que se aguardam detençoes nas próximas semanas em conexão com este caso.O vice-ministro dos Transportes e comunicações, um dos sócios da Chicamba Investimentos, firma que, segundo o Ministério Público(MP) foi criada com propósito de drenar fundos do Estado no MINT, distancia-se de Almerino Manhenje.Em contacto com o SAVANA, Ernestop Augusto, reconheceu que fez parte da estrutura accionista da Chicamba Investimentos, mas que nunca chegou a obter qualquer ganho devido a empresa nunca ter funcionado.Algumas correntes de opinião insistem que o vice dos Transportes e Comunicações também devia estar na companhia dos nove arguidos do processo em causa, visto que nesse período este ocupava um cargo de relevo naquele Ministério. Ernesto Augusto era o responsável máximo pela logística no Comando Geral Da Polícias, um orgão subordinado do MINT. Este nega ter trabalhado directamente com Manhenje mas afirma que trabalhou com o antigo Comandante Geral da Polícia Miguel dos Santos este também sócio do Chicamba Investimentos.Este General foi exonerado do Governo de Guebuza a pedido de José Pacheco, actual ministro do Interior. Para preencher a vaga aberta com saída de Miguel dos Santos, foi indicado Custódio Pinto, um homem que veio das forças armadas.`Eu fui responsável da logística no Comando Geral da Polícia e não no MINT, trabalhava directamente com o Comandante Geral e não com o ministro Manhenje. Por isso todos que tentam envolver-me no alegado desvio de fundos no MINT estão a agir de má-fé e com objectivo de manchar o meu bom nome´ disse Ernesto Augusto.O nosso interlocutor contou que, tal como outros quadros seniores do MINT, foi convidado para fazer parte da estrutura accionista de uma empresa cujo objectivo principal era prestar serviços à própio polícia .Confirmou que fez o registo e passou a fazer parte da estrutura accionista da Chicamba Investimentos com nove mais altos quadros daquele ministério.Só que a tal firma, segundo conta Ernesto augusto não passou de um nado morto.`Foi apenas criada, mas nunca funcionou´ disse o actual vice-ministro dos Transportes e Comunicação no Governo de Armando Guebuza. Este disse igualmente que, `desde que a sociedade foi criada, em 2001 nunca conheceu a sede, o gerente ou o director -gera. acrescentou ainda que a firma nunca apresentou contas e nunca teve uma única reunião de sócios.´A única pergunta sobre as razões de não ter ficado preocupado pelo facto de fazer parte de uma empresa que não existe, Ernesto Augusto não se mostrou escandalizado.`É normal criar-se uma empresa e nunca entrar em funcionamento´respondeu:Ernesto Augusto disse que, em Janeiro último foi ouvido pela Procuradoria da República da Cidade de Maputo em conexão com o processo773/PRC/07 referente a um caso de desvio de fundos no Comando Geral da Polícia, e não no caso dos 220 milhões do MINT. Negou-se a divulgar o conteúdos da audição. Referiu apenas que se trata de um caso que tem a ver com uso indevido do dinheiro do Comando Geral. Sobre este caso diz estar tranquilo.`Também não estou envolvido nete caso´, assinalou.Sobre a Indústria Nacional de Unifornes(UNUPOL), empresa em que Chicamba Investimentos detém 50 por cento , Ernesto Augusto disse nada saber sobre esta empresa.`Fui convidado para fazer parte da estrutura accionista de Chicamba Investimentos e não da UNUPOL. Nada sei da UNUPOL´disse Augusto.

fonte: SAVANA

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

ESCÂNDALOS FINANCEIROS NA ÁFRICA REUNE AFERA


Concursos para obras públicas : Corrupção exige mais atenção dos governos2008/10/08
Há consenso de que a corrupção nos concursos públicos para obras de manutenção de estradas constitui uma séria ameaça para as economias de muitos países africanos, por conduzir ao descaminho de avultadas somas do erário público.

A ideia avançada na 7ª Reunião Anual da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas em África (AFERA), a decorrer em Maputo, é que a vontade política que vem sendo manifestada pelos governos seja traduzida em acções práticas que resultem na erradicação da fraude, suborno e do tráfico de influências que caracterizam a corrupção.Uma das propostas apresentadas no encontro que hoje termina na capital é que os países africanos representados na AFERA simplifiquem os procedimentos que regem a gestão dos concursos públicos, o que pode ser alcançado através da redução do número de pessoas envolvidas tanto na negociação como na celebração dos contratos.Outra medida deixada à consideração dos gestores dos fundos de manutenção de estradas em África tem a ver com a necessidade de instauração sistemática e obrigatória de auditorias anuais à gestão, alargadas à análise dos fluxos de rendimento e do património dos intervenientes directos nos processos de financiamento das obras públicas. Concomitantemente, foi sugerida a introdução de procedimentos confidenciais de denúncia das tentativas de corrupção.Devido à gravidade que o problema configura na maioria dos países representados no encontro de Maputo, foi igualmente proposto que o fenómeno seja objecto de informação que circule em moldes semelhantes aos aplicados na luta contra doenças graves, como a SIDA, a poliomielite, cólera e outras comuns em muitas regiões do continente.Num documento apresentado na plenária do encontro, o grupo focal da SADC caracteriza a corrupção como um acto deliberado equivalente a um comportamento desonesto ou ilegal, especialmente cometido por pessoas em posições de poder, ou comportamento semelhante de pessoas que façam com que outros em posição de poder actuem de forma desonesta em troca de recompensas pecuniárias ou quaisquer outros benefícios pessoais. Alguns dos indicadores de presença de corrupção nas obras públicas apontados pelo grupo são, regra geral, o atraso na adjudicação das obras. Outros são os excessivos sinais exteriores de disponibilidade financeira, consubstanciados na ostentação de riqueza não proporcional aos seus rendimentos. Na óptica deste grupo, pessoas envolvidas na corrupção em obras públicas são relutantes em gozar férias disciplinares, receando que, na sua ausência, percam o controlo da `máquina´ de geração de dinheiro fácil que tem sob seu controlo. Além disso, há o receio de que o segredo dos negócios que dirigem possa ser desvendado por alguém que se interesse em investigar alguns dos procedimentos adoptados como prática na gestão dos processos.Em Moçambique, a gestão dos fundos deste sector é assegurada pelo Fundo de Estradas, cujo gestor, Francisco Pereira, dá nota positiva à prestação da sua equipa, a medir pela atitude de alguns doadores, que, segundo ele, vão decidindo cada vez e em maior número confiar directamente ao Fundo a gestão dos dinheiros que concedem para financiar programas de estradas. Para os próximos três anos, por exemplo, o Banco Mundial colocou à disposição daquele organismo cem milhões de dólares para financiar operações de reabilitação e manutenção da Estrada Nacional Número Um (EN1).

fonte: Noticias

AMÉRICA LATINA EM SEGUNDO PLANO NO DEBATE

Candidatos ignoram América Latina durante debate

Portal Terra

EUA - As relações com os países da América Latina, que mantêm grandes laços comerciais, políticos e de segurança com os Estados Unidos, estiveram outra vez fora do debate entre os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain.
O confronto entre o democrata e o republicano, realizado ontem à noite em Nashville, Tennessee, abordou temas como a guerra no Iraque, as relações com Rússia e Paquistão e a possibilidade de um ataque iraniano a Israel, informou a agência Ansa.
No entanto, a América Latina apareceu na pauta dos candidatos apenas uma vez, quando Obama se referiu à Venezuela - cujo presidente, Hugo Chávez, é considerado um inimigo ideológico dos EUA - para exemplificar a importância dos investimentos em fontes de energia renováveis com a finalidade de reduzir a dependência da economia norte-americana no petróleo.
McCain e Obama ignoraram completamente a questão da imigração ilegal e a presença de cerca de 12 milhões de imigrantes clandestinos nos EUA, outro tema que afeta de maneira dramática as relações entre Washington e América Latina. Durante o primeiro debate, realizado em 26 de setembro em Oxford, Mississipi, a América Latina também apareceu pouco.
Naquela ocasião, os candidatos haviam se referido à Venezuela como um dos principais países fornecedores de petróleo cru dos EUA, e McCain lembrou a declaração de Obama feita durante as prévias democratas, em que o senador de Illinois afirma que estaria pronto para se reunir com "ditadores" como "os irmãos Castro" sem precondições, assim que chegar à Casa Branca.

fonte: JB online

EXELÊNCIA EM COMUNICAÇÃO

Obama venceu o debate com McCain, aponta a CNN

RIO - A menos de um mês para a eleição presidencial dos Estados Unidos, e em meio a uma grave crise econômica, o candidato republicano, John McCain, vê suas chances de entrar na Casa Branca diminuírem. O democrata Barack Obama é apontado como o vencedor do debate de ontem à noite.
A pesquisa CNN/Opinion Research Corporation, feita esta manhã, aponta: 54% dos americanos acreditam que o senador por Illinois teve um desempenho melhor do que o do Arizona - apenas 30% das pessoas preferiram McCain. Obama também teve uma melhora na avaliação entre o começo do debate e o final. A aprovação dos eleitores que assistiam ao embate cresceu de 60% para 64% até a pergunta final.
Esta é mais uma importante vitória para o candidato, que ontem comemorou uma pesquisa na qual ele aparece em vantagem sobre McCain, em intenção de votos, em Estados considerados republicanos.
A crise financeira enfrentada pelos EUA dominou a maior parte do debate de terça à noite, que que não foi tão agressivo quanto analistas esperavam. Tanto Obama quanto McCain prometeram ajudar os americanos de classe média, temerosos do futuro durante o que o democrata classificou como a pior crise financeira desde a Grande Depressão.
Indagados sobre um possível secretário do Tesouro em suas administrações, ambos os candidatos citaram o investidor Warren Buffett, que apóia o democrata.
Sobre política internacional, Obama defendeu a tese de que os EUA não podem resolver todas as crises externas sozinhos – é importante trabalhar com alianças internacionais.
O democrata classificou a invasão do Iraque como uma distração na luta contra o terrorismo. Para ele, é preciso agir com mais força no Afeganistão e mudar a política com o Paquistão.
McCain disse que Obama fala alto, e ameaça invadir o Paquistão, o que é errado. Segundo ele, é preciso conquistar o apoio do povo e do governo paquistaneses para lutar contra o terrorismo. Ambos os ressaltaram a importância de pressionar a Rússia para evitar abusos na região de sua influência.
Meio ambiente
McCain defendeu o uso de energia nuclear, "segura e necessária para alcançar a independência energética do país". Obama defendeu um trabalho variado de produção de energias alternativas e acusou o republicano de ter votado contra pesquisas na área.
O debate começou às 21h (22h em Brasília), na Universidade de Belmont, em Nashville (Tennessee). Durante uma hora e meia, os candidatos responderam a perguntas de cerca de 100 eleitores indecisos identificados pela empresa de pesquisa Gallup. Os presidenciáveis ficam de pé e livres para circular.

fonte: JB online